Governo oferece subsídio a celulares para pobres nos EUA

John Cobb, 59, ex-pescador comercial vítima de cirrose do fígado e enfisema pulmonar, mora em um apartamento pequeno em Greensboro, Carolina do Norte, com uma renda mensal de US$ 674. Ele tem esperado maior assistência governamental, que chegou em fevereiro na forma de um aparelho celular com serviço gratuito.

The New York Times |

Cobb se tornou um entre o crescente número de americanos de baixa renda que se beneficiam de uma brecha em uma antiga lei federal que lhes oferecia subsídios para serviços de telefonia fixa.

Em uma mudança, operadoras de celulares estão recebendo estes subsídios para oferecer a pessoas como Cobb um celular e uma franquia típica de 68 minutos por mês. Esta é uma forma de bem estar social que ressalta o papel dos celulares na sociedade moderna.

O celular de Cobb é um Motorola 175. "Eu me sinto tão mais seguro quando dirijo. Se eu passo mal, posso pedir ajuda. Se o carro quebrar, tenho como ligar para alguém", disse Cobb. "É uma necessidade".

Os usuários não são os únicos que recebem ajuda governamental. Analistas do setor de telecomunicações dizem que o programa, ainda que em sua infância, pode beneficiar as operadoras, que enfrentam um desafio próprio: a maioria dos americanos já tem um celular, então os pobres representam um mercado que ainda não foi atingido.

"Os frutos permanentes caíram da árvore e as operadoras estão atrás de outro tipo de semente", disse Roger Entner, analista do setor pela Nielsen. "Ah, os pobres: como podemos fazer para absorvê-los?"

As operadoras recebem cerca de US$10 ao mês em subsídios governamentais, o suficiente para cobrir a soma de US$ 3 em serviços, sem incluir o preço inicial do aparelho, disse Entner.

Desde novembro, o número de clientes que recebeu celulares de graça ou com subsídio duplicou para 1,4 milhão, ele disse. Para poder participar do programa, conhecido como Lifeline, a pessoa precisa atingir as metas federais de renda ou se qualificar para um dos muitos programas de serviços sociais, como descontos alimentares ou Medicare.

- MATT RICHTEL

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