Gestão Obama cultiva suas raízes congressistas

WASHINGTON - A oradora da Câmara Nancy Pelosi não estava feliz e deixou isso claro. Oficiais da gestão Obama e líderes do Senado estavam prestes a descartar dinheiro dedicado à construção de escolas do projeto de estímulo econômico para aplacar os republicanos necessários, e os democratas da Câmara se sentiram ofendidos.

The New York Times |

Então, segundo os democratas, Pelosi apelou para Phil Schiliro, lobista congressista da gestão Obama e antigo assistente sênior do Capitólio, e falou com Rahm Emanuel, seu antigo assessor, que agora é chefe do gabinete de Obama.

A tensão foi aliviada na tarde de quarta-feira, parcialmente, com a ajuda de uma ligação do presidente à oradora. Mas ficou evidente que mesmo com a enorme experiência congressista da nova Casa Branca, houve alguns deslizes enquanto a gestão aprende como exercer seu poder no Capitólio.

As negociações sobre o maior plano de resgate desde o New Deal ofereceram vislumbres de como o relacionamento entre a Casa Branca e o Congresso se desenvolverá nos próximos quatro anos, com uma Asa Oeste mais cheia de antigos membros da Câmara e do Senado do que em qualquer outra gestão recente.

Não apenas o presidente e o vice-presidente foram membros do Congresso, mas também o são seus assistentes e os assistentes de seus assistentes.

Ao combinar essa familiaridade íntima com o Congresso e suas personagens com uma postura ágil em relação às negociações, oficiais desta gestão dizem ter conseguido uma série de vitórias rápidas, colocando-os perto da aprovação necessária para um plano econômico que mantém os princípios centrais de Obama.

O presidente já assinou a expansão do sistema de saúde para crianças e a lei antidiscriminação salarial, além de ter evitado confrontos a respeito dos fundos para o resgate dos bancos.

Publicamente, pelo menos, os democratas congressistas parecem sair de seu primeiro envolvimento com a nova Casa Branca contentes com o equilíbrio de poder. Na quinta-feira, Pelosi era toda elogios para o resultado e afirmou que a versão final é produto principalmente da Câmara.

Enquanto os democratas aprendem, eles dizem que os republicanos também devem tomar notas, observando que ainda que Obama esteja disposto a tentar envolvê-los, ele também está preparado para por pressão política como tem feito em suas mensagens televisionadas nacionalmente e em aparições pelo país.

"Sua mão está aberta", disse Emanuel, "mas se você aceitá-la perceberá um aperto firme".

- CARL HULSE e JEFF ZELENY

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