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Gastos republicanos com roupas para Palin prejudicam imagem comum da candidata

O guarda-roupa de Sarah Palin passou a figurar como um simbólico excesso político na quarta-feira, ao lado das muitas casas de John McCain e do corte de cabelo de US$400 de John Edwards. Os republicanos demonstraram temores de que as semanas modelando Palin como uma mãe comum irão por água abaixo em meio à divulgação de que seu partido pagou por roupas de marcas caras, adquiridas em lojas de grife.

The New York Times |


Acordo Ortográfico A televisão a cabo, o rádio e até mesmo programas como "Access Hollywood" foram tomados pela febre eleitoral depois que os relatórios financeiros dos comitês confirmaram que o Partido Republicano gastou US$75.062 na loja Neiman Marcus e US$49.425 na Saks da Quinta Avenida em setembro com roupas e acessórios para Palin e sua família.

Consultores de Palin disseram na quarta-feira que as compras (que somaram um total de US$150 mil e foram qualificadas como "acessórios de campanha") foram realizadas logo depois que Palin, governadora do Alasca, foi escolhida como a candidata à vice-presidência no dia 29 de agosto pois ela precisava de novas roupas para se adaptar ao clima de 50 Estados. Eles enfatizaram também que Palin não fez as compras por si mesma e que outras pessoas tomaram a decisão de comprar estas roupas.


Gastos podem prejudicar o partido republicano / AP

Ainda assim, os republicanos demonstraram consternação pública e privadamente de que as compras em nome da candidata podem prejudicar a imagem de Palin como a emissária de McCain aos eleitores da classe média, cujos ataques à chamada elite cultural exaltam as multidões em comícios republicanos.

Consultores do senador Barack Obama (bem como aqueles de sua oponente nas primárias democratas, a senadora Hillary Rodham Clinton) disseram que dinheiro de campanha nunca foi usado em roupas pessoais, mas que compras potencialmente embaraçosas podem ter sido mescladas ao orçamento de propaganda, como necessidades de maquiagem ou cortes de cabelo caros.

Este tipo de imagem elitizada não irá ajudar a essa altura da campanha eleitoral, afirmaram os republicanos, especialmente num momento em que muitas famílias passam por dificuldades econômicas. Além disso, Palin disputa o cargo apostando no seu apelo como a novata em Washington que trata as pretensões elitistas com escárnio.

"Parece que ninguém com um radar político pensou sobre isso, mais um sinal das decisões infelizes deste comitê", disse Ed Rollins, consultor político republicano. "Isso irá prejudicar toda a imagem 'comum' de Palin cuidadosamente montada, a idéia de que essa candidata é 'uma de nós'"

Por PATRICK HEALY e MICHAEL LUO

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