Formandos americanos buscam empregos na China para fugir da recessão

PEQUIM - Xangai e Pequim estão se tornando terras promissoras para recém-formados americanos que enfrentam o desemprego que se aproxima de dígitos duplos nos Estados Unidos.

The New York Times |

Mesmo aqueles com pouco ou nenhum conhecimento de chinês estão atendendo ao chamado. Eles são atraídos pelo crescimento econômico da China, o custo de vida inferior e a chance de evitar a necessidade de adquirir experiência da maneira mais difícil, comum nos primeiros empregos nos Estados Unidos.

"Eu vi chegar uma onda de jovens americanos que vêm trabalhar na China nos últimos anos", disse Jack Perkowski, fundador da Asimco Technologies, uma das maiores companhias automobilisticas da China.

"Quando eu vim para a China, em 1994, aquela foi a primeira onda de americanos a chegar no país. Estes jovens fazem parte da segunda grande onda".

Um destes jovens da segunda onda é Joshua Arjuna Stephens que em 2007 se formou em estudos americanos pela Universidade de Wesleyan. Dois anos depois, ele decidiu assumir um cargo de verão temporário em Xangai na Escola Preparatória da China, uma companhia de viagem educacional.


Joshua Arjuna Stephens trabalha em uma empresa de mídia social na China / NYT

"Eu não sabia nada sobre a China", disse Stephens, que trabalhou em pesquisa de mercado e desenvolvimento de programa. "As pessoas achavam que eu estava louco de ir sem falar o idioma, mas eu quis fazer algo fora do caminho tradicional."

Dois anos mais tarde, depois de passar pelo setor sem fins lucrativos e por uma empresa de relações públicas, ele fala mandarim fluentemente e trabalha como gerente da XPD Media, uma companhia de mídia social de Pequim que faz jogos online.

Jonathan Woetzel, sócio da McKinsey & Co. de Xangai que vive na China desde meados dos anos 1980, diz que em comparação a alguns anos atrás ele vê mais jovens americanos chegarem à China para fazer parte de uma expansão empresarial. "Há muita experimentação acontecendo na China agora, principalmente na esfera de energia, e quando as pessoas são jovens elas estão dispostas a vir e tentar algo novo", disse ele.

Além disso, a economia chinesa é mais hospitaleira para empresários e pessoas em busca de emprego, com um PIB que aumentou 7,9% no mais recente quadrimestre em comparação ao mesmo período do ano anterior. O desemprego em áreas urbanas é de cerca de 4,3%, de acordo com dados do governo.

Perkowski diz que muitas companhias chinesas estão buscando contratar pessoas com inglês nativo para lhes ajudar a navegar no mercado americano.

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