Filmes e programas de TV disputam espaço no celular

Dos estúdios de Hollywood às redes locais, empresas querem conquistar público que assiste conteúdo em vídeo na tela do telefone

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Executivos da emissora americana NBC estão de olho no público que assiste vídeo no celular
Conforme Hollywood encolhe seus filmes e programas de televisão para que caibam nas pequenas telas de telefones celulares, as estimativas a respeito da audiência nesses aparelhos são impulsionadas por consumidores surpreedentemente pacientes.

"Todos nós achávamos que eles estariam assistindo vídeos curtos nas filas de supermercados ou nos intervalos das aulas," disse Vivi Zigler, presidente de entretenimento digital da NBC Universal, resumindo a sabedoria popular do setor.

Mas os donos de iPhones e de outros smartphones estão assistindo episódios longos e filmes inteiros, e por isso um número crescente de empresas de comunicação passou a disputar a atenção das pessoas em seus celulares.

Comparada com a audiência da TV e das bilheterias do cinema, a do vídeo móvel ainda é muito pequena. Mas inúmeras companhias, dos estúdios de Hollywood às estações de televisão locais, preveem um mundo cada vez mais voltado ao celular - e não querem ficar de fora.

Alguns programas de TV, como o "The Office" da NBC.com, são transmitidos gratuitamente, mas existe um crescente temor entre as empresas de que estejam deixando de ganhar dinheiro contando exclusivamente com os lucros da publicidade. E há sempre a preocupação - seja na internet ou nos telefones - de que as novas plataformas possam canibalizar o núcleo dos negócios.

Assim, grande parte dos testes está acontecendo através de serviços pagos e de pacotes individuais oferecidos pelas operadoras - como AT&T e Verizon. "O lado econômico do negócio é cansativo," disse Zigler.

Participando da corrida pelo terreno sem fio, no mês passado algumas das maiores emissoras locais anunciaram uma iniciativa coletiva para transmitir seus conteúdos aos telespectadores nas ruas. Mas isso ainda pode levar alguns anos.

Eric Berger, vice-presidente de redes digitais da Sony Pictures, afirmou que o aumento na audiência nos celulares corresponde ao aumento nas vendas de smartphones. A Sony descobriu que as pessoas que visitam seu site Crackle.com por meio de celulares permanecem ali em média 26 minutos.

Muitos estudiosos ainda afirmam que os telespectadores preferem a melhor tela, defendendo a TV como o meio favorito. Mas se os pais estão usando a TV da sala, uma criança pode optar por assistir outras coisas no seu telefone. "O conteúdo para celular está se tornando cada vez mais acessível à massa - muito mais do que há dois anos", disse Berger.

Por Brian Stelter

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