Filhos de pais mais velhos têm QI menor, diz estudo

Os filhos de pais mais velhos conseguiram menos pontos do que os que têm pais mais jovens em um teste de QI e em outras análises cognitivas aplicadas em crianças de 8 meses, 4 e 7 anos, de acordo com um estudo lançado na segunda-feira que aumenta a evidência que sugere a existência de riscos relacionados ao adiamento da paternidade.

The New York Times |

O estudo é o primeiro a mostrar que filhos de pais mais velhos não atuam tão bem em testes cognitivos com pouca idade. Apesar das diferenças nos resultados ser de apenas alguns pontos em média, os autores do estudo dizem que as descobertas são "inesperadamente assustadoras".

"Quanto mais velhos os pais, pior as crianças se saem", disse o Dr. John J. McGrath, principal autor do estudo e professor de psiquiatria no Instituto Queensland em Brisbane, Austrália. "As descobertas cabem em uma linha reta, sugerindo que pode haver alguma mutação constante acontecendo no esperma dos pais".

Estudos anteriores descobriram uma maior incidência de esquizofrenia e autismo entre os filhos de homens na faixa dos 40 anos ou mais velho. Um estudo publicado em 2005 reportou que os filhos de 16 e 17 anos de pais mais velhos conseguiram menos pontos em testes de QI não verbais, em relação aos filhos de pais adolescentes.

O novo estudo, publicado na segunda-feira no jornal online PLoS Medicine, reanalisou as informações do Projeto Perinatal Colaborativo patrocinado federalmente, que reuniu informações de mais de 50,000 mulheres grávidas vistas por 12 clínicas universitárias nos Estados Unidos entre 1959 e 1965.

Os pesquisadores analisaram a pontuação de 33.437 crianças que, como parte do projeto, haviam sido testadas regularmente em suas habilidades cognitivas, como pensamento e argumentação, concentração, memória, compreensão, fala e leitura, além de habilidades motoras. Os pais no estudo tinham entre 14 e 66 anos, enquanto as mães entre 12 e 48 anos.

Não importando a idade de suas mães, os filhos cujos pais tinham 50 anos ou mais se saíram pior nos testes, com exceção daqueles que analisavam a coordenação física, do que aqueles com pais na casa dos 20 anos, descobriram os pesquisadores.

Por outro lado, filhos de mães mais velhas geralmente se saem melhor nas medições cognitivas, uma descoberta alinhada com a maioria dos outros estudos, sugerindo que eles se beneficiam de ambientes mais acolhedores associados a uma renda e nível educacional maior, disseram os pesquisadores.

Por RONI CARYN RABIN


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