Família Kennedy avalia lugar de Robert na biblioteca presidencial

Parentes não sabem onde colocar 63 caixas de arquivos de Robert Kennedy, que foi senador e procurador geral dos EUA

The New York Times |

Conforme os arquivistas da Biblioteca Presidencial John F. Kennedy, em Boston, se preparam para tornar públicas 63 caixas de documentos e trabalhos de Robert F. Kennedy, os integrantes da sua família estão pensando sobre onde eles devem ser colocados e considerando mudá-los de local por acreditarem que a biblioteca presidencial não fez o suficiente para honrar o legado do irmão mais novo.

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Robert Kennedy com a mulher, Ethel, durante evento no Lincoln Center, em Nova York, em 1966
Muitos dos papéis, que falam de Cuba, do Vietnã e dos direitos civis, são classificados como confidenciais. Há também outras 2,3 mil caixas cobrindo todas as fases da vida de Robert Kennedy, incluindo seus anos como senador e procurador geral dos Estados Unidos, a maioria das quais foram abertas para pesquisa.

Mas há décadas sua família se recusa a assinar a entrega dos papéis para a Biblioteca Presidencial John F. Kennedy e agora está falando abertamente sobre a possibilidade de encontrar um lar permanente para eles em outro lugar.

"O edifício é muito grande e há homenagens a JFK e ao senador Edward Kennedy", disse o ex-deputado Joseph P. Kennedy 2º, filho de Robert, descrevendo a biblioteca presidencial inaugurada em 1979 e um canteiro de obras adjacente para o Instituto Edward M. Kennedy para o Senado dos Estados Unidos. "Mas não há nada lá para Robert".

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Os irmãos Robert (esq), Edward e John F. Kennedy posam para foto na Casa Branca em 1963
A decisão de abrir as 63 caixas, mantidas em segredo por quase quatro décadas, foi concluída no dia 1º de março depois de anos de esforços por parte de funcionários da biblioteca e outros para persuadir a viúva de Robert Kennedy, Ethel, a conceder o controle de seus trabalhos para a biblioteca.

Em 2004, Ethel iniciou discussões sobre a doação dos documentos à Universidade George Washington caso a instituição estabelecesse um centro em homenagem à memória e causas de seu marido, segundo várias pessoas envolvidas nas discussões.

Mas esse esforço fracassou depois que o presidente da universidade na época, Stephen Joel Trachtenberg, pediu que Edward Kennedy financiasse a iniciativa através de um orçamento de "alguns milhões de dólares", lembrou Trachtenberg. O senador, que queria que os documentos permanecessem na biblioteca presidencial, recusou o pedido. Enquanto a família prefere manter os papéis na biblioteca presidencial, cuja construção o próprio Robert Kennedy ajudou a financiar antes de ser assassinado em 1968, seu filho, Joseph Kennedy, ressaltou que "isso não é automático".

"Há outras instituições e organizações que podem muito bem ter interesse", disse ele. "Não tenho contato com nenhuma delas e elas não entraram em contato comigo. Não houve nenhuma discussão com ninguém. E também estou dizendo que acredito ser minha responsabilidade ter essas discussões em um futuro próximo”.

Por Adam Clymer e Don Van Natta Jr.

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