Exxon vai investir milhões para obter combustível de algas

A Exxon Mobil, cujo chefe executivo chegou a zombar de energias alternativas ao se referir ao etanol como uma falsificação, está prestes a se aventurar no setor dos biocombustíveis.

The New York Times |

Na terça-feira, a Exxon planeja anunciar um investimento de US$ 600 milhões na produção de combustível a partir de algas (organismos encontrados na água que variam de algas de reservatório a algas marinhas). O biocombustível envolve uma parceria com a Synthetic Genomics, uma companhia de biotecnologia fundada pelo pioneiro J. Craig Venter.

O acordo pode solucionar um dos maiores problemas na estratégia de mercado da Exxon, que é constantemente criticada por grupos ambientalistas por não levar a sério o problema do aquecimento global e relutar em desenvolver combustíveis renováveis.

Apesar da imagem amplamente divulgada pela declaração de "falsificação" feita há alguns anos pelo presidente e chefe executivo da Exxon, Rex Tillerson, a companhia há muito explora inúmeras alternativas renováveis, de acordo com seus principais pesquisadores.

"Nós literalmente buscamos em toda parte com alguns parâmetros em mente", disse Emil Jacobs, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento da unidade de pesquisa e engenharia da Exxon. "Escala foi a primeira. Para os combustíveis de transporte, se você não consegue imaginar uma tecnologia sendo amplificada, então é melhor não se envolver".

Uma fábrica de produção em larga escala de combustíveis feitos à base de algas deve demorar entre cinco e 10 anos, disse Jacobs.

A iniciativa da Exxon em adotar os biocombustíveis, área de empresas de investimento e companhias de biotecnologias novas, pode impulsionar a política da gestão Obama de encorajar mais energia renovável.

Atualmente, cerca de 9% do combustível líquido da nação advém de biocombustíveis (geralmente o etanol feito a partir do milho). Até 2022, o Congresso quer que o biocombustível chegue a 165 bilhões de litros.

De acordo com a Exxon, a alga pode gerar mais de 9 mil litros de combustível por acre de produção ao ano, em comparação a 2,950 litros para palmeiras e 2,045 litros para a cana de açúcar. O milho gera apenas 1,136 litros por acre ao ano.

O biocombustível feito a partir de algas, apelidado de petralga pelos ambientalistas, é uma tecnologia promissora. Os combustíveis extraídos da alga têm uma estrutura molecular que é mais parecida com os produtos do petróleo, como a gasolina e o diesel, e seria compatível com a atual infraestrutura de transporte existente, de acordo com a Exxon.

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