Ex-presidente do AIG diz que resgate do grupo fracassou

WASHINGTON - Maurice R. Greenberg, ex-presidente do American International Group, disse na quinta-feira que o resgate governamental de US$170 bilhões fracassou e que seria melhor para os contribuintes deixar a companhia falir.

The New York Times |

"Está claro que a postura atual não funcionou e não pode funcionar no ambiente de hoje", Greenberg, que foi removido do AIG em 2005, disse ao Comitê de Reforma Fiscalização Governamental da Câmara. "O AIG, a meu ver, no plano atual, não irá pagar os contribuintes".

Se recusando em aceitar qualquer culpa pessoal pela ruína de sua antiga companhia, Greenberg insistiu que os problemas do AIG vieram de um mau gerenciamento implementado depois que ele saiu e que o Tesouro e o Federal Reserve pioraram a situação ao tentar separar o negócio e vendê-lo em partes.

Ele também discordou das declarações do secretário do Tesouro, Timothy F. Geithner, e do presidente do Federal Reserve, Ben S. Bernanke, de que deixar a companhia falir irá causar tumultos ainda maiores na economia.

"Haveria um problema, mas a situação não seria catastrófica", disse Greenberg. "Eu não acho que seria desastroso".

Greenberg se viu imediatamente no meio de uma disputa à distância com o gerenciamento atual do AIG, instaurado pelo governo Mesmo enquanto ele testemunhava, o AIG o acusava de ter um papel central nos produtos financeiros do AIG, a unidade que causou o colapso da companhia no ano passado.

Greenberg, 83, se encontra em uma disputa com sua antiga companhia há meses. O AIG moveu uma ação contra uma companhia controlada por Greenberg, a Starr International, em busca de reaver 290 milhões de ações do AIG, bem como US$4 bilhões que a Starr recebeu com a venda de ações do grupo. O julgamento desta ação está marcado para junho.


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