Experiências compartilhadas conectam Romney e Netanyahu

Pré-candidato republicano e primeiro-ministro israelense trabalharam como consultores corporativos na Boston Consulting Group

The New York Times |

Os dois jovens tinham pouco em comum: uma era um mórmon rico de Michigan, o outro filho da classe média judaica de Israel.

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Mas em 1976, a vida de Mitt Romney e Benjamin Netanyahu se cruzaram, rápida e indelevelmente, nos escritórios da empresa Boston Consulting Group, onde ambos trabalhavam como consultores corporativos. Eles avaliavam um ao outro durante as reuniões semanais de brainstorming da empresa, absorvendo a mesma visão profundamente analítica do mundo.

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Essa experiência compartilhada décadas atrás levou a uma amizade calorosa, pouco conhecida por pessoas de fora, que é agora rica em intrigas políticas: Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel, está defendendo uma ação militar contra o Irã, e Romney, provável candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, está atacando o governo Obama por não apoiar Netanyahu de forma mais enérgica.

A relação entre Netanyahu e Romney - fortalecida por uma rede de amigos em comum e agravada por suas ideologias conservadoras - resultou em um intercâmbio franco de conselhos e conhecimentos sobre temas como política, economia e o Oriente Médio.

"Podemos falar quase em taquigrafia", disse Romney em uma entrevista. "Nós compartilhamos experiências comuns e temos uma perspectiva similar."

Netanyahu atribuiu sua "facilidade de comunicação" ao que chamou de "um treinamento intelectualmente rigoroso" da empresa em que trabalharam.

"Apesar de nossas experiências muito diferentes, acredito que nós empregamos métodos semelhantes na análise de problemas e na apresentação de soluções para eles", disse ele através de um acessor.

Destaque

Os laços entre Romney e Netanyahu se destacam porque há poucos precedentes de um relacionamento deste tipo entre dois políticos de sua estatura antes mesmo de sua chegada ao poder. Além disso, essa história poderia influenciar a tomada de decisões em uma hora em que os EUA Unidos podem enfrentar questões cruciais sobre a possibilidade de atacar as instalações nucleares do Irã ou apoiar Israel em uma ação desse tipo.

Romney sugeriu que não tomará quaisquer decisões políticas significativas sobre Israel sem consultar Netanyahu - um nível de consideração que poderia gerar questionamentos, dada a reputação polarizada de Netanyahu, mesmo embora apele aos neoconservadores e cristãos evangélicos que são ferozmente protetores de Israel.

Netanyahu insiste ser neutro na eleição presidencial, mas tem, na melhor das hipóteses, uma relação tensa com o presidente Barack Obama.

"Por seu relacionamento pessoal dar abertura a Netanyahu na Casa Branca, Romney seria melhor para ele do que Obama", disse Martin S. Indyk, que foi embaixador dos Estados Unidos durante o governo Clinton. “O primeiro-ministro certamente consideraria isso uma vantagem significativa."

*Por Michael Barbaro

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