Exército da Salvação recorre à tecnologia para ganhar doadores

Voluntários passarão a aceitar também pagamentos de doações por celular e cartão de crédito

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Exército da Salvação aceitará pagamentos em cartão de crédito
Em breve, o som típico das festas de fim de ano, o das moedas tilintando em chaleiras vermelhas, podem desaparecer, substituídos pelo silêncio do digitar de um pagamento por cartão de crédito.

O Exército de Salvação começou a aceitar doações digitais à medida que os compradores cada vez menos carregam notas ou moedas nas suas bolsas e carteiras.

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Além disso, nesse ano, a instituição de caridade está testando o uso do Square, um serviço de pagamentos móveis que permite que qualquer pessoa aceite pagamentos com cartão de crédito através de dispositivos móveis.

"Muita gente simplesmente não carrega mais dinheiro", disse o major George Hood, porta-voz do Exército da Salvação. "Estamos basicamente tentando garantir que teremos doações, por isso, abraçamos as novas tecnologias."

O Exército de Salvação, com quase US$ 2 bilhões em receita anual, é a maior e mais visível instituição de caridade a adotar a tecnologia. Outros grupos sem fins lucrativos também têm usado novos métodos de arrecadação.

Uma tropa escoteira no Vale do Silício, por exemplo, usou a tecnologia no início desse ano para vender cerca de 400 caixas de biscoitos na sua página do Facebook depois que o pai de uma bandeirante que trabalha na empresa percebeu que muitos de seus colegas não carregam mais dinheiro, de acordo com a Advertising Age.

Lucy Bernholz, um especialista no uso da tecnologia por organizações sem fins lucrativos, disse que isso pode ter um enorme potencial. "É simples", disse Bernholz. "É algo que irá facilitar a doação caso a pessoa que toca o sino diante das lojas chame sua atenção. Não há mais desculpa porque você certamente tem um cartão de crédito no bolso."

Jack Dorsey, co-fundador e executivo-chefe do Square, que também foi co-fundador do Twitter, está confiante de que o serviço é mais simples do que outros métodos de captação de recursos digitais porque tudo o que necessita de um doador é que passe o cartão e assine.

"Em vez de treinar as pessoas para um comportamento inteiramente novo, eles criam uma maneira inteiramente nova de pagar. É só fazer o que já sabem", disse Dorsey.

O Square, que cobra uma taxa de 2,75% em cada transação, a maioria da qual vai para as empresas de cartão de crédito, utiliza medidas de segurança idênticas às adotadas por instituições financeiras e, segundo a empresa, tem um nível adicional de segurança porque o devedor deve estar presente para fazer o pagamento.

Dorsey disse que casar uma tecnologia de ponta com uma instituição estabelecida em 1852 é algo apropriado. "Definitivamente é uma boa volta no tempo, já que aquela foi uma época de curiosidade e inovação, principalmente no artesanato", disse ele, "e à medida que construímos nosso produto, estamos pensando em artesanato e detalhes e experiência."

Por Stephanie Strom e Claire Cain Miller

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