Europeus reclamam de falta de vontade americana em lidar com mudança climática

WASHINGTON - Conforme líderes mundiais se reúnem em Nova York para a maior conferência sobre a mudança climática até o momento, líderes europeus expressam crescente constrangimento a respeito da posição dos Estados Unidos nas negociações internacionais para a chegada a um acordo global em Copenhague em dezembro.

The New York Times |

Líderes de diversos países europeus reclamam da falta de vontade política por parte dos Estados Unidos em lidar com a mudança climática de forma adequada.

A relutância americana em aceitar qualquer acordo que exigiria compromissos legais e metas internacionalmente executáveis para a redução das emissões dos gases causadores do efeito estufa podem condenar a reunião de Copenhague, eles afirmam.

Os europeus também expressaram pouca esperança de que o Senado dos Estados Unidos irá agir a respeito de uma lei climática antes do início das negociações em Copenhague. Eles afirmam que a falta de consenso doméstico semeou dúvidas sobre os Estados Unidos conseguirem manter qualquer promessa que fizerem em Copenhague.

A gestão Obama tenta satisfazer as demandas europeias para alvos e prazos mais firmes, enquanto reassegura um Senado cauteloso de que não está assinando em baixo de um sistema que imporia grandes despesas econômicas aos Estados Unidos que não seriam compartilhados por países em desenvolvimento como China e Índia.

Embora a gestão e seus aliados no Congresso digam estar comprometidos com uma ação significativa a respeito do aquecimento global, eles não querem repetir a experiência de 1997 em Kyoto, Japão, quando a gestão Clinton assinou um acordo internacional que foi repudiado pelo Senado porque fez poucas exigências do mundo em desenvolvimento.

Os Estados Unidos nunca ratificaram o acordo, conhecido como Protocolo de Kyoto.

John Ashton, o embaixador britânico para a mudança climática, disse que inúmeras lacunas precisam ser cobertass pelos países industrializados antes que haja qualquer esperança de sucesso em Copenhague.

O principal deles, ele disse, é a "diferença entre a ambição" dos Estados Unidos e da União Europeia. Enquanto os Estados Unidos ainda discutem os esboços de uma política climática, os europeus já prometeram cortar suas emissões em 20% antes de 2020, e mais profundamente se houver um acordo internacional.

Os europeus dizem que um projeto de lei que passou pela Câmara em junho demonstrou boa vontade americana mas ainda não chegou perto dos objetivos europeus e do objetivo internacional aceitável de limitar o aumento na temperatura global a 2º Celsius acima da temperatura do planeta no começo da Revolução Industrial.

O Senado dos Estados Unidos ainda tem que agir, mas é provável que seus objetivos sejam menos ambiciosos.

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