EUA querem estratégia de cibersegurança mundial

Oficiais esperam incentivar países como a China a permitir mais liberdade na internet, além de controlar roubo de propriedade intelectual

The New York Times |

O governo do presidente americano, Barack Obama, propôs no início da semana a criação de normas internacionais de segurança para o uso de redes de computadores com sanções para os países e organizações que fracassarem em adotá-las.

Embora os oficiais do governo não tenham citado nenhum país específico, ao anunciar a estratégia, vários oficiais disseram reservadamente esperar que a iniciativa incentive a China e a Rússia a permitir mais liberdade na internet, além de controlar melhor o roubo de propriedade intelectual e promulgar leis mais rigorosas para proteger a privacidade dos usuários de redes de computadores.

AP
Feira em San Francisco reúne fãs de cybertecnologia e games (foto de arquivo)
"O esforço para aumentar a confiança no ciberespaço é algo que deve ser levado a todas as capitais do mundo", disse o secretário de Comércio, Gary Locke, que em breve irá assumir o cargo de embaixador americano na China.

A estratégia pede que oficiais do Departamento de Estado, Pentágono, Departamento de Justiça, Departamento do Comércio e Departamento de Segurança Nacional trabalhem com os semelhantes de todo o mundo para chegar a normas destinadas a prevenir roubo de informações privadas e garantir a liberdade na internet. Um folheto divulgado pela Casa Branca também prometeu que os Estados Unidos irão reagir a qualquer tentativa de hacking "como a qualquer outra ameaça ao nosso país".

O procurador-geral Eric H. Holder Jr. chamou a medida de "uma estratégia histórica", acrescentando que "as ameaças do século 21 que agora enfrentamos tanto para nossa segurança nacional e internacional, realmente não têm fronteiras".

Na semana passada, o governo americano lançou o componente interno da sua nova estratégia de segurança para redes de computadores, aumentando e esclarecendo as penas para crimes de informática, além de dar a agências de segurança interna um mandato claro para a proteção das redes do governo. Esse esforço foi destinado a inverter a crescente percepção de que as penas para ataques a computadores corporativos, governamentais e pessoais são relativamente pequenas.

Além de dar nova autoridade ao Departamento de Segurança Interna sobre os sistemas informáticos federais, a legislação exige que a agência trabalhe com empresas de energia, fornecedores de água e de instituições financeiras para classificar as ameaças mais graves e encontrar maneiras de enfrentá-las. A lei também exige que cada negócio tenha um auditor independente para avaliar os seus planos comerciais e, no caso das empresas financeiras, relate esses planos para a Comissão de Segurança e Câmbio.

*Por Helene Cooper

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