EUA planejam táticas de ataque e defesa em guerra cibernética

Assim como a invenção da bomba atômica mudou as guerras há 64 anos, uma nova disputa internacional impulsionou a criação de ciber-armas e sistemas de proteção contra elas.

The New York Times |

Milhares de ataques diários a sistemas de computadores federais e particulares nos Estados Unidos levaram a gestão Obama a rever a estratégia americana.

O presidente Barack Obama deve propor nos próximos dias uma expansão do programa de US$ 17 bilhões ao longo de cinco anos que o Congresso aprovou no ano passado, a indicação de um oficial da Casa Branca para coordenar o esforço e o fim de um atual conflito burocrático a respeito do terreno digital.

As mais exóticas inovações que serão consideradas podem permitir que um programador do Pentágono entre sigilosamente em um servidor na Rússia ou China, por exemplo, e destrua um "botnet" (um programa possivelmente destrutivo que infecta  computadores em amplas redes e pode ser controlado clandestinamente) antes que possa ser injetado nos Estados Unidos.

As agências de inteligência americana também poderiam ativar códigos maliciosos secretamente colocados em chips de computadores durante sua criação, permitindo que os Estados Unidos assumam o controle de computadores inimigos à distância pela internet. Este, é claro, é exatamente o tipo de ataque que os oficiais temem que seja usado contra alvos americanos, geralmente através de chips ou servidores chineses.

Claro, a ciber-guerra não seria tão mortal quanto a guerra atômica, ou tão visivelmente dramática. Mas Mike McConnell, ex-diretor de inteligência nacional, alertou no ano passado que ciber-ataques com "capacidade de ameaçar o suprimento monetário americano equivalem a uma arma nuclear".

Os cenários desenvolvidos no ano passado para o novo presidente por McConnell e sua coordenadora de segurança cibernética, Melissa Hathaway, descrevem as vulnerabilidades em caso de um ataque a Wall Street e um que almeja desativar a rede elétrica do país. A maioria destas previsões veem de ataques já realizados anteriormente.

Mas a questão principal (que até o momento a gestão se recusa a discutir) é se a melhor defesa contra ciber-ataques é a criação de uma robusta capacidade de travar uma guerra cibernética.

O Pentágono e as agências de inteligência concluíram que não seria o suficiente simplesmente construir firewalls e melhores detectores de vírus ou restringir o acesso aos computadores federais. "O modelo do forte simplesmente não vai funcionar no mundo cibernético", disse um militar sênior envolvido na questão há alguns anos. "Alguém sempre conseguirá entrar".

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