EUA declaram emergência sanitária conforme casos de gripe suína aumentam

Respondendo ao que parece ser uma pandemia global com origem no México, oficiais da saúde americanos declararam emergência sanitária no domingo, conforme 20 casos da gripe suína foram confirmados no país, incluindo oito em Nova York.

The New York Times |


Outros países impuseram proibições a viagens ou fizeram planos para colocar viajantes em quarentena enquanto casos confirmados foram detectados no México, Canadá e Estados Unidos, e suspeitados em outros países.

Especialistas mundiais em gripe tentaram prever quão perigosa é a doença que tem origem no vírus A (H1N1) quando ficou claro que existem poucas informações sobre a epidemia mexicana (principalmente sobre quantos casos aconteceram em um mês antes da epidemia ser percebida e se o vírus está mudando para uma forma mais ou menos letal).

Sem esse conhecimento (que não deve acontecer em breve porque apenas dois laboratórios, em Atlanta e Winnipeg, conseguem confirmar os casos) o painel de especialistas não parecia disposto a elevar o nível de alerta global sobre uma pandemia, apesar de considerar a doença uma emergência sanitária e ter aberto um centro de atendimento para dúvidas.

Investigadores americanos disseram ter esperado a maioria dos casos locais,  mas alertaram que quase todos até então foram medianos e pediram que os americanos não entrem em pânico.

EFE
Gripe suína começa a se espalhar pelo México e já apresenta focos nos EUA


A declaração de emergência permite que o governo libere mais dinheiro para remédios contra o vírus e autorize a medicação de crianças com vacinas em fase de testes. Um quarto da reserva de 50 milhões de doses de vacinas contra a gripe do país será distribuído imediatamente.

Agentes de patrulha da fronteira e segurança de aeroportos irão perguntar aos viajantes se eles têm sinais de gripe ou febre, os que parecerem doentes serão parados e terão que usar máscaras até que consigam atendimento médico.

Além dos oito casos de Nova York, os oficiais confirmaram sete na Califórnia, dois no Kansas, dois no Texas e um em Ohio. O vírus parece idêntico ao existente no México e que matou pelo menos 106 pessoas e adoeceu outras 1,600. Até a noite de domingo, nenhuma morte foi registrada nos Estados Unidos e apenas uma hospitalização.

Outros governos tentaram conter a infecção em meio a relatos de possíveis novos casos, incluindo Nova Zelândia, Hong Kong e Espanha.



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