EUA convidam Irã para comemorações do 4 de julho

SAN SALVADOR, El Salvador - Depois de enviar saudações em vídeo ao povo iraniano no Ano Novo, o presidente Barack Obama agora os convida a celebrar um feriado tipicamente americano, o 4 de julho.

The New York Times |

Na última sexta-feira, o Departamento de Estado enviou uma mensagem a suas embaixadas e consulados em todo o mundo notificando-os que "podem convidar representantes do governo do Irã" para suas comemorações do Dia da Independência (festas anuais que contam com hot dogs, bandeiras com as cores vermelho, azul e branco e discursos sobre os fundadores do país).

Oficiais da atual gestão classificaram a medida como outra em uma séria de aberturas americanas ao Irã. Os Estados Unidos não mantêm relações com o país desde que a embaixada americana em Teerã foi apreendida por manifestantes em 1979 - os diplomatas iranianos não foram convidados a eventos americanos desde então.

"Esta é uma outra forma de dizermos que não haverá mais barreiras nas formas de comunicação", disse um oficial da gestão. "mas também, é outra forma de dizermos que está é uma oportunidade que não pode ser desperdiçada".

Outro oficial disse que o rompimento entre os países já não faz sentido, em uma era na qual os Estados Unidos negociam ativamente com oficiais iranianos em outros lugares. Em março, o representante especial para Afeganistão e Paquistão, Richard C. Holbrooke, conversou com o vice-ministro do exterior do Irã, Mohammad Mehdi Akhondzadeh, em uma conferência em Hague.

A autorização do envio dos convites foi revelada por um oficial sênior do Departamento de Estado às vésperas de uma visita de três dias da secretária de Estado Hillary Rodham Clinton à América Latina. Os oficiais falaram sob condição de anonimato.

Mesmo conforme os Estados Unidos tentam abrir espaço para Teerã, eles tentam retomar sua influência na América Latina, onde o Irã conseguiu espaço enquanto os americanos travavam guerras contra o Iraque e o Afeganistão.

Clinton disse que o aumento da influência iraniana na região é "bastante inquietante". Em maio, ela afirmou a funcionários do Departamento de Estado que a política da gestão Bush para a América Latina criou a abertura necessária para que a China e o Irã usem a assistência comercial e de outros tipos para impulsionar líderes antiamericanos como Hugo Chávez da Venezuela e Daniel Ortega da Nicarágua.


"Eles estão construindo laços econômicos e políticos fortes com estes líderes", ela disse. "Eu não acho que isso seja de nosso interesse".

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