EUA colocam traficantes afegãos em lista de alvos prioritários

WASHINGTON - Cinquenta narcotraficantes afegãos com possíveis elos com o Taleban foram colocados em uma lista de alvos do Pentágono a serem capturados ou executados, refletindo uma mudança central na estratégia de combate aos narcóticos no Afeganistão, de acordo com um estudo do Congresso dos EUA que será divulgado esta semana.

The New York Times |

Comandantes militares americanos disseram ao Congresso que estão convencidos de que sua política é legal sob as regras de combate e leis internacionais. Eles também disseram que a medida é uma parte essencial de seu novo plano para impedir o fluxo do dinheiro das drogas que ajuda a financiar a insurgência Taleban.


Soldados americanos patrulham ruas na província de Helmand,
no Afeganistão, em busca de traficantes / NYT

Em entrevistas ao Comitê de Relações Internacionais do Senado,  que irá divulgar o relatório, dois generais americanos que servem no Afeganistão afirmaram que os principais traficantes com comprovadas ligações com a insurgência foram colocados na "lista de alvos priorizados". Isso significa que eles receberam o mesmo status de líderes insurgentes e podem ser capturados ou mortos a qualquer hora.

Os generais disseram aos membros do Senado que duas fontes confiáveis e evidência adicional significativa foram necessárias antes que um traficante fosse colocado na lista, e que aqueles que fornecem apoio à insurgência serão alvos.

Atualmente, eles disseram, a lista de "mate ou capture" têm 367 alvos, incluindo aproximadamente 50 grandes traficantes que contribuem com dinheiro para o Taleban. Os generais não foram identificados no relatório do Senado, que foi obtido pelo "The New York Times".

Diversos indivíduos com possíveis elos com o tráfico de drogas já foram apreendidos, e outros foram mortos pelos militares americanos desde que a nova política entrou em vigor este ano, um oficial militar sênior com conhecimento direto sobre o assunto afirmou em entrevista.

A revelação de uma lista de alvos entre os narcotraficantes pode gerar críticas nos Estados Unidos a respeito da expansão da missão militar e aliados da OTAN já questionam a estratégia de matar indivíduos que não são alvos tradicionais do exército.

Sob o comando do antigo ministro da Defesa Donald H. Rumsfeld, o Pentágono resistiu a esforços de envolver os militares americanos no combate aos narcóticos. Comandantes militares de alto escalão temiam que tentar impedir o tráfico de drogas apenas antagonizaria líderes regionais corruptos de cujo apoio necessitam.

Apenas nos dois últimos anos da gestão Bush os Estados Unidos começaram a reconhecer que a insurgência Taleban estava sendo reavivada com ajuda do dinheiro das drogas.

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