EUA buscam alternativas para triagem de segurança em aeroportos

Com o tráfego aéreo global crescendo 5% ao ano, especialistas acreditam ser inevitável uma remodelagem da segurança

The New York Times |

Viajantes no meio de outra temporada de férias que envolve tirar os sapatos para passar pela triagem de segurança aparentemente interminável dos aeroportos americanos podem achar difícil imaginar um futuro no qual o procedimento seja rápido e confiável.

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Conceito de um novo sistema de triagem da Associação Internacional de Transporte Aéreo dividiria passageiros em três filas de acordo com níveis de segurança

Mas Kenneth Dunlap, diretor de segurança da International Air Transport Association (Associação Internacional de Transporte Aéreo, em tradução literal), um grupo de lobby global de companhias aéreas, sugeriu exatamente isso, aparentemente em uma referência saída do filme O Vingador do Futuro.

Nele, os viajantes paravam apenas brevemente para se identificar antes de passar por um túnel onde máquinas eram repsonsáveis por identificar metais, explosivos e outros itens proibidos.

Tal visão pode permanecer apenas isso, uma relíquia de um filme de 20 anos de idade. Mas, com o tráfego aéreo mundial se aproximando de 2,8 bilhões de passageiros por ano e crescendo firmemente cerca de 5% ao ano, executivos da indústria e especialistas em segurança dizem que uma reformulação fundamental em como as triagens de segurança são realizadas hoje é inevitável.

O que está menos claro, porém, é quando - e em que grau - a regulação, a tecnologia e a aceitação pública poderão se unir para criar para criar triagens que sejam menos incômodas em todo o mundo.

Além disso, os críticos do sistema atual dizem que as inovações podem não ser mais prováveis de impedir um terrorista que os sistemas de hoje.

Há pouca discordância sobre a necessidade de vigilância nos aeroportos. Mas depois de as autoridades britânicas descobrirem uma conspiração em 2006 para bombardear aviões de passageiros com destino aos Estados Unidos usando explosivos líquidos e uma tentativa em 2009 por um homem nigeriano de usar uma bomba escondida em sua cueca, novas medidas de segurança têm se proliferado, aumentando o tempo das triagens.

De acordo com a International Air Transport Association, o controle dos aeroporto de todo o mundo atenderam uma média de apenas 149 pessoas por hora em 2011, um número menor do que as 220 pessoas por hora de cinco anos atrás.

Em períodos de pico, como o Natal, o número de passageiros que passam pela triagem diminui para cerca de 60 por hora em determinados aeroportos.

Muitas das tecnologias que seriam necessárias para um túnel mecanizado que possa realizar a triagem de maneira confiável ainda são protótipos de laboratório.

Outros, como scanners de corpo inteiro, a identificação biométrica e vários detectores de líquidos e sistemas convencionais de detecção de explosivos, e até mesmo detectores de mentira infravermelhos, já estão em uso ou sendo testados nos aeroportos.

Mas as preocupações do público sobre a privacidade e os potenciais efeitos da exposição repetida aos raios-X para a saúde, por exemplo, têm levado muitos governos a agir com cautela.

Para muitos especialistas em segurança, no entanto, melhorar o tempo de espera e a segurança depende menos da implantação de novas máquinas e mais da coleta de informações sobre os passageiros antes que eles cheguem no aeroporto.

Por Nicola Clark e Jad Mouawad

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