Estudo revela que circuncisão previne herpes e HPV

A circuncisão masculina, que já mostrou reduzir a incidência do contágio do HIV em homens, também reduz a transmissão de herpes simples e do vírus papiloma, revelou um estudo.

The New York Times |

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, pelo menos 45 milhões de pessoas nos Estados Unidos com 12 anos ou mais já tiveram herpes, ou HSV-2, a infecção incurável que pode causar recorrentes e dolorosas feridas genitais. Cerca de 20 milhões estão infectados com o vírus papiloma humano, ou HPV, que causa diversos tipos de câncer genital. Não existe cura ou tratamento para o HPV, mas há uma vacina licenciada apenas para mulheres.

O estudo, um teste clínico aleatório publicado na quinta-feira no jornal de medicina The New England Journal, fez com que mais de 3 mil homens de Uganda passassem pelo procedimento.

Depois de 24 meses, 114 homens dos que passaram pela circuncisão e 153 dos que optaram por não realizar o procedimento foram contaminados com o HSV-2. Depois do controle de inúmeras questões de saúde e comportamento, os pesquisadores estimaram que a circuncisão oferece 25% menos de riscos de contágio. Os resultados não se aplicam a suas parceiras ou parceiros.

Para os tipos de HPV que causam câncer genital, os resultados foram ainda mais surpreendentes. Cerca de 18% dos homens com circuncisão foram contaminados no final de dois anos, em comparação com 28% do grupo de controle. Mesmo depois de ajustar as práticas sexuais, sintomas de infecções sexualmente transmitidas e outras variáveis, os homens que passaram pelo procedimento apresentavam 35% menos riscos de contágio.

Um editorial publicado com o estudo diz que os índices de circuncisão nos Estados Unidos estão caindo, e que são menores entre pacientes negros e hispânicos, grupos com maior índice de HIV, herpes e câncer cervical.


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