Estudo mostra que Fenícios deixaram marcas genéticas em homens do Mediterrâneo

Os Fenícios, enigmático povo da costa leste do Mediterrâneo, deixaram sua marca na história marítima, e agora pesquisadores revelam que eles podem ter deixado impressões genéticas também.

New York Times |

Os cientistas revelaram na quinta-feira que um em cada 17 homens que vivem hoje na região do norte da África e sul da Europa podem ter um Fenício como seu ancestral masculino direto.

Estes homens detêm assinaturas genéticas dos cerca de 1.000 anos em que os Fenícios foram uma potência comercial na bacia do Mediterrâneo, até que foram conquistados por Roma no segundo século d.C.

Os Fenícios fundaram Cartago, uma grande cidade que rivalizava Roma.
Eles introduziram o alfabeto ao sistema de escrita, exportaram cedros do Líbano para a construção de navios e comercializaram a tinta púrpura feita de conchas. O nome Fenícia, dado a sua base onde hoje é o Líbano e o sul da Síria, significa "terra do púrpura". Mas o povo Fenícios, com sua sorte em declínio depois da derrota nas Guerras Púnicas, desapareceu como cultura. As monumentais ruínas de Cartago, perto da moderna Túnis, são as únicas lembranças de sua antiga grandiosidade.

Os cientistas que conduziram a nova pesquisa disseram que esta foi a primeira vez que usaram um novo método analítico para detectar influências genéticas especialmente sútis nas históricas populações migrantes. O estudo foi dirigido pelo Projeto Genográfico, uma parceria entre a Sociedade National Geographic e a IBM, com apoio adicional da Fundação Família Waitt. A equipe internacional descreveu a descoberta na edição atual do Jornal Americano de Genética Humana.

"Quando começamos, não sabíamos nada sobre a genética dos Fenícios", disse Chris Tyler-Smith, geneticista do Instituto Wellcome Trust Sanger em Cambridge, Inglaterra. "Tudo que tínhamos para nos guiar era a história: sabíamos onde haviam estado".

Isso se mostrou suficiente, afirmou Tyler-Smith e Spencer Wells, geneticista que dirige o Projeto Genográfico.

Amostras do cromossomo y masculino foram coletadas de 1,330 homens que vivem em seis locais que antes foram colônias ou postos de troca de mercadorias estabelecidos pelos Fenícios. Os locais ficam em Malta, Chipre, Marrocos, Cisjordânia, Síria e Tunísia.

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