Estudo aponta menos empréstimos entre latinos e negros

NOVA YORK - Em 2007, o número de hipotecas cedidas a negros e latinos em Nova York caiu nitidamente, enquanto os empréstimos aos brancos permaneceram iguais e ¿ surpreendentemente ¿ cresceram entre americanos-asiáticos, de acordo com uma análise de hipotecas federais divulgada nesta segunda pela Furman Center for Real Estate and Urban Policy da Universidade de Nova York.

The New York Times |

Como resultado, o colapso racial de compradores de casa em Nova York mudou significativamente durante o período estudado, que antecedeu o tumulto financeiro nos mercados neste ano.

A cidade como um todo teve um declínio de 14% em novas hipotecas de 2006 para 2007, comparado aos 25% de todo o país. E quase a maioria dos declínios em Nova York foi devido ao fechamento de hipotecas subprime (de baixa probabilidade de pagamento), que podem ter valores, multas e taxas de lucros mais altos e que somou quase um quarto de todas as novas hipotecas da cidade em 2006. As taxas de empréstimo das hipotecas  prime (crédito concecido a mutuários confiáveis) caíram muito pouco.

A redução de novos empréstimos de casas foi majoritariamente causado por uma queda no número de aplicações, uma vez que a taxa de recusa tanto em Nova York, 27%, quanto em todo o país, 19%, continuou mais ou menos a mesma.

Diversidade de vizinhanças

Uma análise do ano passado mostrou que compradores em vizinhanças que há predominantemente negros ou latinos, em Nova York, preferiram fazer empréstimos de hipotecas em 2006 de emprestadores subprime do que de compradores de imóveis em vizinhanças de brancos com níveis de rendimento semelhantes.

Como resultado, teve-se que eles foram desproporcionalmente golpeados pelo fortalecimento do mercado de créditos subprime . Hipotecas oferecidas a mutuários negros em Nova York observou uma queda de 44%, enquanto àquelas oferecidas a latinos teve uma queda de 34%. Em contraste, o número de mutuários brancos decresceu muito pouco em 2007 e o número de mutuários americanos-asiáticos cresceu 6%.

Mas mesmo excluindo as hipotecas subprime , a tendência à divergência racial se reflete entre emprestadores prime . O número de empréstimos de imóveis primários oferecidos a negros e latinos caiu em 23% e 15%, respectivamente, em 2007, enquanto o número de empréstimos primários emitidos a mutuários brancos cresceu em 4% e para asiáticos em 18%.

Tradicionalmente, ser proprietário de imóveis é uma forma de enriquecer e dar uma mãozinha à próxima geração, disse Vicki L. Been, diretora do Furman Center. O tema da disparidade entre grupos étnicos e raciais para proprietários de imóveis sempre foi motivo de grande preocupação. Já observamos uma melhora e agora estamos vendo uma reversão dessas melhoras.

Melhoras e quedas

A posse de imóveis por negros e latinos na cidade cresceu nitidamente na última década. Em 1996, apenas uma em cada quatro aquisição de empréstimo , em Nova York, era emitida a mutuários negros ou latinos; em 2006, esses empréstimos somavam quase 40% devido, sobretudo, uma confiança desproporcional no empréstimo de risco.

Como resultado, o modo de ser dos compradores em relação à raça mudou. Em 2007, os brancos somaram metade de todas as compras de casas em Nova York enquanto os asiáticos somaram quase um quarto. Em contraste, a compra de casas por negros teve queda de 12,5% em 2007, tendo em 2006, 19,7%. E a de latinos caiu de 16,4% para 12,5%.

Não sabemos o que mais irá acontecer, disse Been. Esses são os números de 2006 e 2007. Nós poderíamos ter uma grave queda aqui, um sério retrocesso.

As taxas de empréstimos de hipotecas subprime têm variado em todo o país, mas também estão extraordinariamente concentradas em vizinhanças de negros e latinos. Em 2006, após o ajuste da quantia de empréstimos e do rendimento dos emprestadores, os negros eram 2,3 vezes mais aptos a conseguir empréstimos altos do que os brancos e os latinos eram duas vezes mais aptos, de acordo com uma análise de empréstimos divulgada pelo Home Mortgage Disclosure Act (Lei federal de Exposição de Hipotecas de Casa).

A popularidade das hipotecas sub-primárias tem variado entre diversas vizinhanças da cidade. Entre elas, o Bronx teve a queda mais excessiva no número de novos empréstimos, com 24,9%, seguido pelo Queens com 21,5%; Brooklyn, 18,3%; Staten Island, 11,3%; e Manhattan, 11,6%.

Por JENNIFER 8. LEE

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