Estratégias de McCain contra Obama são inconstantes

Apesar de ter tido três meses de vantagem, o senador John McCain se esforça para solidificar as linhas de ataque contra o senador Barack Obama, dizem Republicanos e alguns de seus próprios conselheiros, deparando-se com problemas que atormentaram a senadora Hillary Clinton durante a disputa com Obama durante as primárias do partido Democrata.

The New York Times |


A campanha de McCain encontra dificuldades em definir um oponente com uma trajetória relativamente curta no exercício de cargos público e poucas atuações que possam ser atacadas, ao contrário de políticos mais antigos como os senadores Hillary Clinton e John Kerry, o candidato Democrata de 2004. Os conselheiros de McCain dizem também que estão cautelosos com possíveis ataques de aliados contra Obama, dado que alguns conservadores excederam-se e foram criticados por destacar as diferenças raciais.

McCain foi alertado pelo gerente da sua campanha na quarta-feira, em parte por preocupação dentro da campanha e entre os Republicanos em geral, sobre a dificuldade que o candidato vem enfrentando em colocar Obama na defensiva.  

Como a equipe de Clinton fez durante o inverno e a primavera, os ataques vindos da campanha de McCain contra Obama oscilam durante as semanas, alegaram dezenas de Republicanos entrevistados. Um dia McCain ou seus aliados criticam a relativa inexperiência e juventude de Obama, já no outro, criticam a mudança de posição do oponente em certos assuntos (financiamento público de campanha) ou posições políticas (armas e o preço da gasolina) ou mesmo o patriotismo da mulher de Obama é posto em questão.  

Na quinta-feira, 3, os conselheiros de McCain e o Comitê Nacional Republicano atacaram o comentário de Obama de que estaria desejando refinar seu plano de longa duração para retirar todas as tropas do Iraque em seus 16 primeiros meses de mandato. Um Obama irritado convocou uma segunda coletiva de imprensa na quinta-feira para assegurar que ele está comprometido com sua meta de 16 meses, mas que também deve escutar conselhos dos comandantes norte-americanos no Iraque sobre a retida das tropas.   

Acreditamos que o senador Obama está repetidamente querendo mudar de posição em assuntos centrais, como o Iraque, o que demonstra que ele não é o candidato da mudança, mas sim um político típico, disse Brain Rogers, porta-voz de McCain. Nós temos muito tempo para provar nossa opinião.  

Já Obama, um mês depois de assegurar a indicação Democrata, e seus conselheiros provaram ser mais habilidosos que John Kerry ou o vice-presidente Al Gore em 2000, dizem os Republicanos.  

A campanha de McCain diz ter muito tempo ¿quatro meses ¿ para tirar dos trilhos a candidatura de Obama, mesmo sabendo que concorrer com um candidato sempre em movimento ¿ nas palavras dos conselheiros de McCain ¿ é desafiador mesmo para candidatos habilidosos como os Clinton.   

Esses mesmos conselheiros estudam as estratégias de Hillary e seus fracassos, e estavam confiantes que, mas eleições gerais, os eleitores estariam mais preocupados com questões como experiência do que durante as primárias Democratas, quando a oposição de Obama à guerra no Iraque e sua mensagem de mudança foram abraçadas pelo público. Os conselheiros de McCain dizem que não vão mais insistir na questão da experiência e vão investir nos ataques retórica versus realidade durante discursos e aparições públicas ¿ apesar de saberem que essa estratégia foi insuficiente para Hillary. 

McCain também considerou em apontar a recusa de Obama em encontrar-se com ele semanalmente para debates em diversos pontos do país ¿ uma estratégia de Clinton antes das primárias de Wisconsin em fevereiro, incluindo publicidades na TV estampadas por todo o Estado. Obama venceu em Wisconsin por uma vantagem de 17 pontos percentuais.  

A tentativa de definir o candidato Obama frustra mais os Republicanos que o sucesso de Obama em levantar dinheiro ou a festa de união Democrata.  

Por PATRICK HEALY

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