Estados disputados mostram dúvidas sobre Obama e McCain

RACCOON TOWNSHIP, Pensilvânia - Suba a alameda de pedregulhos e pergunte a George Timko sobre Barack Obama e John McCain e ele dará de ombros. Nenhum dos candidatos conquistou seu voto.

The New York Times |

Timko é um homem grande, com cabelos brancos bem cortados e um bigode característico, que adorna seu pescoço com uma corrente de ouro. "Barack Obama me deixa nervoso", disse Timko, um aposentado de 65 anos com uma rosa de jardim nas mãos. "Quem é ele? De onde ele veio? "

Quanto a McCain? Timko balança a cabeça. "Ele continua a falar sobre como foi prisioneiro de guerra no Vietnã: ótimo. A economia está horrível e ele não falou nada sobre seu plano para isso".

Percorrer a região rural do oeste da Pensilvânia, através de condados da classe média operária, é entender o tamanho do desafio enfrentado pelos dois candidatos à presidência. Mas essa área economicamente devastada, antes solidamente democrata, representa um problema claramente maior para Obama.

Do isolamento de Aliquippa (onde fica a mina de ferro Jones & Laughlin) à beleza decadente de Beaver Falls e às casas cuidadosamente arrumadas dos mineradores de Hopewell, tudo que se ouve é hesitação em relação a Obama, algumas dúvidas ou ceticismo político, outras simplesmente raciais.

A senadora Hillary Rodham Clinton de Nova York conquistou 40% de vantagem sobre Obama aqui durante as primárias democratas. O terreno político local, com seus enclaves de trabalhadores brancos operários e aposentados, além da disputa pela lealdade partidária, se tornou incerto e um alvo convidativo para McCain (e um que pode mudar o equilíbrio eleitoral caso conquiste a grande quantidade de votos disponíveis na Pensilvânia).

Até que ponto a preocupação com o voto dos brancos se tornou motivo para a ansiedade racial não sei sabe.

Obama é um advogado educado na Ivy League que faz campanha em cidades em que a educação até a oitava série e músculos fortes já significaram uma boa vida. Ele fala da dificuldade de se manter a esperança para pessoas que desconfiam dela.

"As pessoas aqui querem uma linguagem prática e pragmática", disse Tina Shannon, 49, filha de um mineiro e ativista liberal. "Elas não querem floreios".

Ainda assim, McCain acelera alguns batimentos cardíacos. Vietnã, onde ele serviu com o exército e foi mantido refém por cinco anos, parece muito distante. Além disso, nem todos riram de seu comercial que retratava Obama como uma "celebridade".

Poucos querem a presença deles ali, mas também não querem ser abandonados pelo governo.

Uma dor comum é sentida em suas palavras, um sensação que nem trabalho, nem os sindicatos irão salvá-los desta vez.

Mas Obama não parece uma aposta certa.

Por MICHAEL POWELL

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