Estados americanos removem e recusam eleitores de forma aparentemente ilegal

Milhares de eleitores de pelo menos seis Estados disputados foram removidos dos registros ou impedidos de se inscrever de forma que parecem violar a lei federal, de acordo com uma análise de documentos estaduais e informações da Previdência Social feita pelo The New York Times.

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As ações não parecem ter sido coordenadas por um partido ou resultaram de uma ilegalidade intencional por parte das autoridades eleitorais, mas aparentemente são resultado de erros no manuseio dos registros e inscrições de eleitores conforme os Estados tentam cumprir uma lei federal de 2002, que buscava fiscalizar a forma como as eleições são realizadas.

A exclusão ou impedimento de eleitores nos seis Estados (Colorado, Indiana, Ohio, Michigan, Nevada e Carolina do Norte) também podem resultar em problemas nas urnas no dia da eleição: pessoas que foram removidas dos registros podem tentar votar e serão impedidas por autoridades partidárias ou mesários, resultando em confusão, filas e irritação.

Alguns Estados permitem que tais eleitores votem em cédulas temporárias, mas elas geralmente não são computadas porque exigem verificação adicional.

Apesar de muita atenção ter sido destinada aos milhões de novos eleitores levados às urnas por causa da candidatura do senador Barack Obama, pouco se falou sobre o número de eleitores removidos ou recusados.

Os Estados tentaram seguir o Ato Ajude a América a Votar de 2002 e remover os nomes de eleitores que já não deveriam ser considerados, mas para cada eleitor adicionado aos registros nos últimos dois meses em alguns Estados as autoridades eleitorais removeram dois.

Ilegalidades

Os seis Estados disputados parecem violar a lei federal de duas maneiras. Michigan e Colorado estão removendo eleitores de seus registros a menos de 90 dias da eleição, o que é inaceitável a menos que o eleitor morra, notifique as autoridades que mudou de Estado ou seja declarado incapaz de votar.

Indiana, Nevada, Carolina do Norte e Ohio parecem usar de forma incorreta os dados de Previdência Social para verificar o registro de novos eleitores.

Além dos seis Estados disputados, outros três parecem violar a lei federal. Alabama e Geórgia usam informações da Previdência Social para analisar a inscrição de novos eleitores de forma incorreta. Luisiana parece ter removido milhares de eleitores depois do prazo final.

Por IAN URBINA

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