Estado da União incluirá ajuda para classe média

WASHINGTON - O presidente Barack Obama proporá em seu Discurso Sobre o Estado da União um pacote de iniciativas modestas para ajudar famílias da classe média, incluindo créditos fiscais para creches, limites aos pagamentos de empréstimos estudantis e a exigência de que companhias permitam que seus funcionários retenham na fonte economias para suas aposentadorias, afirmaram autoridades no domingo.

The New York Times |

Ao se concentrar no que uma das autoridades da Casa Branca chamou de "geração sanduíche" - famílias em dificuldades esmagadas entre enviar seus filhos à universidade e cuidar de seus pais idosos - Obama espera usar seu discurso na quarta-feira do dia 27 de janeiro para demonstrar que entende a dor que a economia tem infligido ao americano comum. 

As propostas também incluem a expansão de créditos fiscais para as economias dos aposentados e dinheiro para programas que ajudam as famílias a cuidar de seus idosos.

O discurso ainda não terminou de ser escrito, mas uma autoridade sênior, descrevendo-o em condição de anonimato, disse que entre seus principais temas estão "a criação de bons empregos, planos para lidar com o déficit, ajuda à classe média e mudanças em Washington."

Com o declínio de seu índice de aprovação e os democratas temendo um desastre nas eleições de meio de mandato desse ano, Obama se encontra em um momento particularmente difícil de sua presidência.

Ele se aproxima de seu primeiro discurso Estado da União formal em um clima político radicalmente diferente até mesmo da semana anterior. Sua principal prioridade doméstica, a reforma do sistema de saúde, está em risco depois de uma vitória republicana na disputa da semana passada pelo Senado de Massachusetts.

As propostas do presidente devem apelar ao povo que está em dificuldades financeiras sem parecer outra ampla expansão do governo federal. Elas também acrescentariam pouco ao déficit federal em um momento no qual Obama promete reduzi-lo.

Enquanto Obama tem mudado seu foco para a criação de empregos nas últimas semanas, uma autoridade afirmou que o presidente também quer ressaltar o que chamou de "áreas críticas nas quais a classe média precisa de ajuda para avançar" - como pagar pelo ensino superior ou economizar para a aposentadoria.

Tais programas são, notavelmente, muito menos amplos do que a expansiva agenda de primeiro ano de governo de Obama.

Obama e o vice-presidente Joe Biden planejam delinear as propostas na segunda-feira quando se encontrarão com a força tarefa da Casa Branca que passou o último ano analisando formas de ajudar a classe média.

Os principais conselheiros do presidente insistem que Obama não está em retirada e resistem a qualquer comparação às insignificantes iniciativas que o último presidente democrata, Bill Clinton, usou para tentar colocar sua presidência de volta nos eixos.

Ao invés disso, a Casa Branca quer usar o discurso de quarta-feira para colocar assuntos como a reforma do sistema de saúde em temas mais amplos como a criação de empregos e a economia.

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