Estádio Olímpico atesta apostas criativas da China

PEQUIM - A expectativa em relação ao Estádio Nacional que será usado nos Jogos Olímpicos de Pequim é enorme e surpreende que a estrutura ainda não tenha desmoronado sob tamanha pressão.

The New York Times |

Mais de 90 mil espectadores irão passar por seus portões na sexta-feira para assistir à cerimônia de abertura da Olimpíada. Outros bilhões assistirão aos fogos de artifício pela televisão. No centro disso tudo está um belíssimo estádio, que personifica tudo sobre a China, do ferrenho nacionalismo à recém-descoberta sofisticação cultural.


Estádio Nacional em Pequim, mais conhecido como "Ninho de Pássaro" / NYT

Não há como não se impressionar. Criado pelos arquitetos suíços Jacques Herzog e Pierre de Meuron, o estádio cumpre sua aspiração como marca global. Sua concha elíptica, comparada a um gigante ninho, tem uma beleza intoxicante que permanece na imaginação; sua magia deve se tornar ainda maior depois que as enormes multidões se dispersarem e os Jogos Olímpicos se dissiparem na memória.

Uma boa arquitetura não pode ser absorvida através de uma tela de televisão, é claro, e é triste saber que tantos irão experienciar o prédio através de uma conexão por satélite. Num local de reunião para as massas, Herzog e de Meuron cunharam um espaço psicológico para o individuo e repensaram a relação entre o ser humano solitário e a multidão, o dia-a-dia e o heróico. No entanto, a estrutura atesta as ambições nacionalistas da China e é um triunfo estético que deve cimentar a reputação da nação como um local onde audaciosas apostas criativas acontecem diariamente.

Por NICOLAI OUROUSSOFF

Leia mais sobre China

    Leia tudo sobre: olimpiadas

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG