Espetáculo mórmon reúne milhares no Estado de Nova York

Longe da Broadway, montagem anual sobre "O Livros dos Mórmons" tem efeitos especiais e elenco com 700 atores

The New York Times |

Com 700 atores, 1.300 figurinos, palco de 10 níveis e efeitos especiais para dar realismo a terremotos, inundações, bolas de fogo, divindades que voam e fogueiras, a montagem anual do Espetáculo do Monte Cumorah tem mais em comum com o musical "Spider-Man" do que com "O Livro dos Mórmons”.

Mas o espetáculo – encenado desde 1937 em Manchester, Nova York, na mesma colina onde um anjo chamado Moroni teria levado Joseph Smith a descobrir placas de ouro 188 anos atrás – é realmente o Livro de Mórmon, uma apresentação do livro sagrado e não a alegria profana da Broadway.

A apresentação começa com um profeta chamado Lehi alertando o povo de Jerusalém, cerca de 600 anos antes do nascimento de Cristo, de que eles deveriam se arrepender. Depois de viagens de um lado para o outro na América antiga, termina com a mensagem de que o Livro dos Mórmons será disseminado pelo mundo e que o retorno do Salvador está chegando. O cenário - que inclui uma estátua de Moroni bem no alto - e o preço – grátis – nunca serão confundidos com os espetáculos da Broadway. Mas se você deseja conhecer o ponto de vista Mórmon há poucos lugares melhores do que essa combinação tão americana de espetáculo e religião.

Todo mês de julho, cerca de 35 mil mórmons são atraídos para o local, cerca de 25 quilômetros a sudeste de Rochester, onde eles acreditam que Deus e Cristo apareceram para Smith em 1820. Três anos depois, diz a história, Smith desenterrou as placas de ouro, enterradas há 1.400 anos, que ele traduziu e publicou como o Livro dos Mórmons em 1830.

Em uma tarde recente, integrantes do elenco colocavam seus trajes da época bíblica e faziam sua maquiagem em meio a pôsteres nas paredes que lembravam: "Seja bom em qualquer circunstância” e "Obrigado por ser respeitoso”.

Depois, eles circularam pela plateia, apertando mãos e posando para fotos ao som de uma música solene, condizente com um épico religioso.

Ao anoitecer, o espetáculo de 70 minutos teve início com trombetas heráldicas, o cenário sugerindo um templo de pedra. A narrativa se desenrolou em 10 capítulos de contos Mórmons. A música gravada pelo Coro do Tabernáculo Mórmon e pela Orquestra Sinfônica de Utah parecia indicar que o lugar todo poderia ascender ao céu a qualquer momento.

Por Peter Applebome

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