Erros em ataques aéreos causaram mortes civis no Afeganistão, diz relatório

WASHINGTON - Uma investigação militar concluiu que equipes americanas cometeram erros significativos durante ataques aéreos realizados no dia quatro de maio no oeste do Afeganistão que resultaram na morte de dezenas de civis, de acordo com um oficial militar sênior.

The New York Times |

Este oficial afirmou que o número de mortos teria sido menor se as equipes aéreas e forças terrestres americanas  tivessem seguido regras mais rígidas criadas para evitar casualidades entre civis. Caso as regras tivessem sido seguidas, pelo menos alguns do ataques realizados por aviões de guerra americanos contra meia dúzia de alvos em um período de sete horas teriam sido abortados.

O relatório representa o mais claro reconhecimento de culpa realizado pelos americano em relação aos ataques. Ele dará munição aos críticos, incluindo muitos afegãos, que reclamam que as forças americanas agem de forma indiscriminada em seus ataques aéreos, prejudicando a missão ao colocar a população civil contra as forças dos Estados Unidos e o governo afegão.

Deste o ataque, comandantes militares americanos prometeram lidar com o problema. Na terça-feira, o tenente general Stanley A. McChrystal, indicado como comandante americano no Afeganistão, prometeu que reduzir o número de casualidades civis será "essencial para nossa credibilidade".

Qualquer vitória americana seria "vazia e insustentável" se levasse a um ressentimento popular entre os cidadãos afegãos, McChrystal disse ao Comitê de Forças Armadas do Senado durante sua audiência de confirmação.

De acordo com o oficial militar sênior, o relatório sobre os ataques do dia quatro de maio descobriu que um avião tinha permissão para atacar militantes Talebans, mas depois ao fazer a volta não reconfirmou o alvo antes de bombardear o local, deixando aberta a possibilidade de que os militantes tivessem fugido ou que civis pudessem ter entrado no local.

Em outro caso, um conjunto de prédios no qual militantes se preparavam para um possível contra-ataque contra tropas americanas e afegãs violou regras que exigem uma ameaça mais iminente para justificar o ataque de uma vila altamente populada, disse o oficial.

"Em muitos casos nos quais houve uma ameaça legítima, a escolha de como lidar com esta ameaça não estava de acordo com as regras", disse o militar, que ofereceu um amplo relato das descobertas reveladas no relatório sob condição de anonimato.

Durante seu testemunho, McChrystal prometeu garantir que tais ataques serão baseados em informações sólidas e mais precisos.  O sucesso americano deve ser medido pelo "número de afegãos protegidos contra a violência" e não pelo número de inimigos mortos, ele afirmou.



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