Equipe republicana prepara Sarah Palin para entrevista

Há duas semanas, a revista People magazine conseguiu uma entrevista exclusiva com a vice do senador John McCain, a governadora Sarah Palin do Alasca, que falou sobre maternidade e carreira, vida no seu Estado e a natureza histórica de sua candidatura.

The New York Times |

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Desde então ela não concedeu outras entrevistas, evitando o caminho tradicional do candidato à vice-presidência de entrar para o circuito de televisivo imediatamente após sua indicação.

Palin irá acabar com esse bloqueio à mídia pela primeira vez nesta quinta-feira, quando começará dois dias de entrevistas com o âncora da emissora ABC Charles Gibson.

As sessões podem ser o primeiro teste da habilidade de Palin em lidar com questões substanciais sobre política externa e doméstica, por isso ao voltar ao Alasca na quarta-feira ela trouxe consigo um batalhão formado pelos principais conselheiros de McCain para ajudá-la a se preparar. As entrevistas também irão oferecer, num sentido mais amplo, novo material para o que agora é uma guerra intensa entre as campanhas para definir Palin no imaginário público, uma batalha que ambos os comitês consideram potencialmente crítica para o resultado das eleições.

"A batalha é sobre como ela será definida aos olhos do público americano", disse Terry Nelson, ex-gerente de campanha de McCain. "Ela foi apresentada, mas toda informação sobre ela ainda não e uma vez que essa informação vier a público as pessoas irão definir o que pensam dela e as campanhas lutam para definir essas conclusões".

Com novos relatos diários sobre as ações de Palin no Alasca e uma postura mais agressiva da campanha do senador Barack Obama, a equipe de McCain decidiu envolver todo o partido.

Equipe dedicada

Diversos veteranos das campanhas do presidente Bush foram contratados, formando assim uma equipe dedicada a defender Palin de rumores infundados que chegaram à internet, ataques democratas e, não menos importante, notícias sobre seu passado produzidas pela horda de jornalistas investigativos que chegou a seu Estado e que podem prejudicá-la.

"Ela é uma agente dinâmica para a mudança, os democratas reconhecem isso e agora existe uma corrida para pintar uma imagem que não é real", disse Brian Jones, que abandonou o cargo de diretor de comunicação de McCain em 2007, mas voltou ao posto esta semana para ajudar a posicionar Palin.

Assistentes que viajam com Palin relatam que ela é rápida em aprender
- fazendo poucas perguntas a sua equipe e repetindo os pontos essenciais de sua política - e que tem considerável facilidade e experiência diante das câmeras.


Por JIM RUTENBERG e MONICA DAVEY

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