Enquanto as exportações diminuem, demissões aumentam na Ásia

KARAWANG ¿ Em uma fábrica de três andares que costumava produzir controles remotos de televisão, a maioria das luzes florescente foi desligada. Os corredores ficaram silenciosos e três quartos dos trabalhadores foram dispensados.

The New York Times |

Perto da estrada, uma fábrica de lápis fechou em setembro do ano passado, despedindo 100 funcionários. Outra fábrica próxima que limpava janelas de madeira esculpida e pintada fechou e demitiu 800 empregados. E duas fábricas da Toyota, uma em Karawang e outra em uma cidade próxima, não renovou o contrato de 277 trabalhadores temporários.

Nos 11 anos em que estivemos aqui, essa é a pior situação com tantas demissões ¿ nem mesmo em 1998 foi tão ruim, disse Abraham Sauate, gerente da fábrica de controle remotos, ao comparar a crise atual com a crise financeira asiática em 1997 e 1998. O problema agora é que não sabemos para onde ir e não sabemos o quanto isso irá durar.

Expansão do problema

A China e o Japão chamam mais atenção, mas a queda da produção está se espalhando por toda Ásia. A produção industrial está reduzindo na Coreia do Sul a passos mais rápidos, desde que os registros se iniciaram em 1975.

As exportações de Taiwan mergulharam em 40% em dezembro, em comparação com o mesmo mês do ano anterior. E portos da Indonésia até a Tailândia estão comportando cada vez menos contêineres de navios.

Não há um país na região que não está desacelerando agressivamente ou em imediata recessão, disse Stephen S. Roach, chefe da Morgan Stanley Asia.

Durante a última crise, investidores tiravam seu dinheiro dos países. Líderes asiáticos pensavam que encontrariam uma solução ¿ o aumento de exportações para o ocidente, principalmente, de eletrônicos. Mas essa dependência em relação às exportações alimentou a crise.

Produtividade econômica

Agora compradores norte-americanos e europeus estão parando de importar pedidos de todos os países. E enquanto o governo tem planos de estímulo econômico de curto prazo, as respostas para um longo prazo parecem mais evasivas.

Tempos difíceis em cidades industriais estão preocupando especialmente a Ásia, onde a produtividade econômica dos países depende muito mais da produção do que países ocidentais, como 40% no caso da China e de outros grandes exportadores.

Esse número é o triplo dos atuais 13% dos EUA, e muito mais alto mesmo do que o pico norte-americano de 28% em 1953.


Por KEITH BRADSHER

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