Encontro entre Obama e Bush será histórico e estranho

WASHINGTON - Durante quase dois anos de campanha, o senador Barack Obama raramente perdeu a oportunidade de atacar o presidente Bush. O nome George W. Bush geralmente aparecia seguido da frase políticas falhas nos discursos de Obama. Quando George Bush deixar o cargo, Obama chegou a declarar, o mundo irá respirar aliviado.

The New York Times |

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Nesta segunda-feira, Obama, democrata de Illinois, pode se arrepender destas palavras - ou pelo menos convenientemente esquecer que as
disse. Como presidente eleito, ele será recebido na Casa Branca como convidado de honra de seu atual ocupante, Bush, para uma reunião que
será ao mesmo tempo histórica e estranha.

A visita ritualística acontece estranhamente cedo este ano, menos de
uma semana depois que Obama derrotou o candidato republicano, o
senador John McCain do Arizona. As emoções ainda estão cruas.

"Eu não irei antecipar problemas", disse Obama na sexta-feira em sua
primeira coletiva de imprensa como presidente eleito. "Eu irei até lá
com espírito bipartidário".


George W. Bush vai deixar a Casa Branca em janeiro / Getty Images

Para Bush, o encontro tem uma perceptível vantagem: a chance de deixar para trás parte de sua impopularidade. Os democratas já qualificam sua postura como graciosa principalmente por causa de seu discurso pós-eleição no Jardim das Rosas, no qual disse que será "inspirador" ver a família Obama se mudar para a Casa Branca. O encontro nesta segunda-feira dará a Bush a oportunidade de gerar imagens duradouras de sua graciosidade.

"O importante para ele será que o público o perceba como alguém que
deixa o cargo com classe, abrindo sua casa e oferecendo suas
informações e seu governo", disse a historiadora Doris Kearns Goodwin.
"Ele quer deixar para trás uma sensação de que fez tudo possível para
ajudar o próximo presidente a governar o país".

Bush convidou líderes mundiais a Washington na sexta-feira e sábado
para uma conferência mundial sobre a economia. Obama e sua equipe se recusaram a participar. Obama apoia um novo pacote de estímulo à
economia e a Casa Branca de Bush concorda com essa ideia.

Por SHERYL GAY STOLBERG

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