Empire State planeja modernização energética

O prédio Empire State, que já foi o maior do mundo, quer atingir outra marca na sua história: se tornando ecológico.

The New York Times |

Os donos do cartão postal da cidade de Nova York anunciaram na segunda-feira que começarão uma grande renovação neste verão que deverá reduzir o uso de energia do prédio em 38% até 2013, com uma economia anual de US$ 4,4 milhões.

O projeto de modernização irá acrescentar US$ 20 milhões aos US$ 500 milhões da reforma pela qual o prédio passa e que busca atrair grandes clientes corporativos por alugueis mais altos.

Apesar dos detalhes da modernização terem sido especificamente criados para o prédio estilo Art Deco que fica entre a Rua 34 e a Quinta Avenida com suas enormes instalações (102 andares, 241.547.904 m2, 6.500 janelas e 73 elevadores) as melhorias podem servir de modelo para outros prédios de todo o mundo, disse Anthony E. Malkin, presidente da Wien & Malkin, que supervisiona o prédio em nome de seus donos, a família Malkin e os investidores Helmsley.

Ele disse que os custos geralmente impedem a modernização de outros prédios, mas a economia energética do prédio, construído em 1931, deve compensar estes custos em até três anos. "As pessoas associam se tornar ecológico com gastos e compromissos", disse Malkin. "Estamos tentando provar que na verdade o resultado é: nenhum compromisso e compensações".

Malkin anunciou os detalhes do projeto em uma coletiva de imprensa na qual estavam presentes o prefeito Michael R. Bloomberg, que fez da sustentabilidade o tema de sua gestão, e o ex-presidente Bill Clinton, cujo programa de Iniciativa Climática, que trabalha com cidades para desenvolver programas de eficiência energética de grande escala, ajudou a facilitar o projeto.

Pessoas envolvidas na modernização disseram que o Empire State pode servir de exemplo para que outros prédios antigos diminuam suas emissões de gases causadores do efeito estufa. Cerca de 78% das emissões destes gases, responsáveis pelo aquecimento global, em Nova York vem dos prédios, 25% dos quais são comerciais, geralmente por causa do uso da eletricidade e gás.

O maior desafio no planejamento do projeto, segundo Rode, foi descobrir o que estava por trás das paredes e do teto do arranha-céu de 78 anos - na ausência de desenhos originais e especificações.

"O trabalho é investigativo", disse Rode. 

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- MIREYA NAVARRO

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