Em visita a republicanos, Obama demonstra abertura em relação ao plano de estímulo econômico

WASHINGTON - O presidente Barack Obama fez uma espécie de visita de campanha na terça-feira em busca de apoio bipartidário a seu plano de estímulo econômico, visitando republicanos no Capitólio e sugerindo que está aberto a algumas mudanças para lidar com suas exigências por maiores cortes fiscais.

The New York Times |

Em uma sessão com republicanos da Câmara, Obama disse que não mudaria um elemento central do plano que atrai particular oposição entre os membros do partido: sua promessa de campanha de um crédito fiscal para a classe média que também seria destinado a trabalhadores de baixa renda que ganham pouco para pagar impostos, mas são sujeitos a descontos salariais pela Previdência Social e Medicare. A maioria dos republicanos se opôs a conceder tais créditos a indivíduos que não pagam impostos federais, dizendo que eles acumulariam benefícios de bem-estar social.

Mas, segundo republicanos entrevistados depois do encontro, Obama disse a eles que irá ouvir as propostas de expansão das provisões aumentando o corte de impostos aos pequenos negócios e que estará aberto a cortes para corporações caso os republicanos cooperem em impedir as falhas fiscais para grandes negócios.

Os democratas disseram que Obama também pode apoiar uma exigência do republicano sênior Charles E. Grassley, de Iowa, para que se acrescente uma provisão que ajuste o imposto alternativo mínimo para que não atinja milhões de contribuintes da classe média todos os anos. Isso custaria quase US$70 bilhões nos próximos 10 anos em um pacote que os republicanos dizem já ser grande demais.

Algumas horas depois da visita de Obama ao Capitólio, o Comitê de Finanças do Senado aprovou a proposta de Grassley como uma emenda ao plano de recuperação econômica. Todo o Senado deve lidar com o projeto de estímulo na próxima semana, depois da esperada aprovação da versão de US$825 bilhões pela Câmara nesta quarta-feira.

A Casa Branca também encorajou estes gestos. Como a versão da Câmara da lei que foi votada na terça-feira, os democratas removeram a provisão ridicularizada pelos republicanos por não ter nenhuma relação com o estímulo econômico, que ampliava a cobertura do Medicare sobre serviços familiares. (O Gabinete de Orçamento do Congresso havia estimado que a provisão economizaria US$200 milhões ao governo nos próximos cinco anos reduzindo gastos com gravidez.)

Tentando evitar outros ataques republicanos, os democratas também removeram US$200 milhões para a restauração do Mall Nacional, outra provisão da qual a minoria havia zombado.

Por JACKIE CALMES e CARL HULSE

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