Em uma tentativa de adaptação, ele se tornou John Doe

NOVA YORK ¿ Após chegar ao EUA há mais de três décadas, o coreano Jang Do queria o que muitos imigrantes sempre desejaram: se adaptar. Então ele decidiu americanizar seu nome.

The New York Times |

Mas, com a idade de 11 anos, ainda confuso com o idioma local, ele adotou uma tática interessante. Primeiro, tarnsformou o Jang em John. Então, falou com sua família para adicionarem um e ao sobrenome. Ele disse que ficou preocupado com chacotas e queria ter certeza de que seria pronunciado como o do de tae kwon do (pronuncia-se dou) e não como o do de hairdo (que se pronuncia du).

Desde então, ele se tornou John Doe.

A segurança do aeroporto para ele em todas as viagens. Tenho de sentar no escritório, disse. Toda vez. Os inspetores o veem com olhar examinador, e a esperada entrevista precisa de mais do que uma pequena segurança de que ele não esconde um passado tenebroso.

Eu digo que meu nome é John Doe e eles dizem, Não, qual é o seu verdadeiro nome? e eu mostro meu RG, disse.

Agora, o programador de software de 40 anos, com um grau de Carnegie Mellon, ele vive e é registrado como eleitor na Upper West Side de Manhattan, após pequenas restrições de moradia na área da Baía de São Francisco e outros. Ele disse que, no começo, o dono do apartamento que ele aluga ficou incrédulo com meu nome. Mas as referências foram checadas, e a confirmação do depósito chegou, em um ponto que o locatário me chamou e disse: acho que você é real. Bem-vindo a Nova York.

Obviamente, Doe não é a primeira pessoa que se envolve em tais situações. O nome é um legado secular do sistema legal inglês. Frequentemente, John Doe como substituto para o nome real de uma testemunha que queria protege sua identidade.

Mas há muitos artigos genuínos por aí. John Doe de Alpharetta, da Geórgia, que morreu em 2006, era um oficial de empréstimo, que relatou que o corpo médico continuou sobre ele, quando foi hospitalizado, esperando encontrar uma celebridade com uma tímida publicidade em seu quarto.

O Estado de Nova York já teve sua porção de John Does. O Departamento de Registros da Cidade de Nova York mostra um John Doe do Brooklyn, casado com Frances P. Worth, em 1885. O Ancestry.com apresenta um alistamento da 1ª Guerra Mundial com outro nova-iorquino chamado John Doe, na Avenida B.

O registro de eleitores mostra sete John Doe morando no Estado de Nova York, atualmente, além de Doe, que é democrata. Para cada um deles, claro, se comprometer tem seu próprio desafio, dado a propensão das pessoas em buscar no Google o nome de seus pretendentes.

Na maioria das vezes, saio com coreanas, então explico que é um sobrenome coreano raro, disse Doe, apontando que Do na Coreia é derivado da palavra caminho.

Mas será que sua potencial noiva nos EUA ficará feliz em aguentar os risos quando forem se hospedar na suíte de lua-de-mel como Sr. E Sra. John Doe?

A piada mais frequente é que eu tenho de casar com Jane Doe, disse ele. Você imagina quando nos registrarmos no hotel como John e Jane Doe? É, amigo.

Seus pais evitam o problema, aceitando os nomes James e Gloria Doe quando se tornaram cidadãos. Assim como seu irmão Kwang, que escolheu Anthony como seu nome, prestando homenagem a um famoso romano. Tem algo a ver com Marco Antônio, explicou John Doe. Ele diz que não se arrepende de sua escolha. Mas ele reconhece que, às vezes, ele gosta de quebrar os moldes usando sua inicial do meio, H., de Hyun, para dar a mim mesmo um pouco de personalidade.

Por Alison Leigh Cowan

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