Em todo o mundo, muitos veem um ideal renovado

GAZA, Faixa de Gaza - De longe, a cena é essa: há um país lá fora onde milhões de brancos cristãos, votando livremente, escolheram seu primeiro líder negro de origem modesta, o filho de um muçulmano. Há paz na Terra (chame-a de América) em que tal coisa acontece.

The New York Times |

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Mesmo em locais onde os Estados Unidos são odiados, como aqui nessa sombria costa palestina, o "épico glorioso de Barack Obama", como diz o editor francês Jean Daniel, faz novamente da América (a ideia tanto quanto o lugar) o porto de possibilidades infinitas.

Tristram Hunt, historiador britânico, disse: "Obama revoga a narrativa que todos querem rever - de que a América é a terra das oportunidade e possibilidades extraordinárias, onde milagres acontecem".

Mas a maravilha é quase sobrepujada pelo alívio. A eleição de Obama oferece aos não-americanos a sensação de que a potência imperial capaz de tanto bem quanto mal - um país que, eles reclamam, pregava justiça mas torturava seus prisioneiros, realizou uma guerra desastrosa no Iraque, deu as costas ao meio-ambiente e gananciosamente arrastou o mundo a um caos econômico - viu seus erros dos últimos oito anos e mudou de rumo.

Eles dizem que o país que enfraqueceu as forças democráticas no exterior através de incansáveis e ineficientes campanhas pela democracia (ignorando resultados que o desagradava, interrompendo acordos com ditadores que precisava como aliados em outras batalhas) agora mostra o rumo com seu próprio exercício democrático.

A visão do mundo de uma presidência de Obama representa um paradoxo.

Sua eleição incorpora o que muitos consideram único em relação aos Estados Unidos - ainda assim, a sensação dessa particularidade americana, seu destino e sua missão haviam se perdido. Eles querem que Obama, o beneficiário exemplar da excepcionalidade americana, aja como qualquer um, só que melhor, para mudar a política do país e de alguma forma proteger tanto a humildade quanto a liderança.

Apesar de toda a atenção internacional dispensada a este político americano tão internacional, o foco de Obama será certamente a economia doméstica, a moradia e saúde pública. Será ele capaz de erguer os olhos e alcançar todas as pessoas do mundo com todas essas expectativas?

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