Em São Francisco, McDonald's tem de cobrar por brinquedos

Lanchonete dribla medida que proíbe a venda de refeições fast food que ofereçam brinquedos como brindes

The New York Times |

O McDonald's penou, mas conseguiu driblar a proibição da cidade de São Francisco à venda de refeições fast food contendo brinquedos como brinde. Desde que o decreto entrou em vigor, na quinta-feira, os pais que compram o McLanche Feliz em uma das 19 lanchonetes da rede na cidade ainda conseguem os brinquedos, desde que paguem 10 centavos a mais.

NYT
Pôster mostra brinde do McLanche Feliz que pais podem comprar po mais 10 centavos de dólar em São Francisco
O dinheiro arrecadado com a venda dos brinquedos será destinado a apoiar a Casa Ronald McDonald em São Francisco, parte do grupo nacional sem fins lucrativos que homenageia o fundador da empresa, Ray Kroc.

Segundo o McDonald's, sem os brinquedos as refeições não possuem o mesmo apelo para seus clientes.

"Vamos cumprir integralmente essa lei, mas também temos a responsabilidade de dar aos nossos clientes o que eles querem", disse Danya Proud, porta-voz do McDonald's, em um comunicado. "Os pais nos disseram que ainda gostariam da opção de comprar um brinquedo separadamente para os seus filhos quando compram um McLanche Feliz."

O decreto proíbe as lanchonetes fast food de São Francisco de incluir brinquedos como brinde em refeições infantis que não atendam a normas específicas de nutrição.

Embora o McDonald's tenha tomado medidas para melhorar a qualidade nutricional do McLanche Feliz, reduzindo a quantidade de batatas fritas, adicionando frutas opções com leite, a refeição ainda não cumpre os padrões estabelecidos no regulamento da cidade e, portanto, não pode oferecer brinquedos como brindes.

O doutor Rajiv Bhatia, diretor de saúde ocupacional e ambiental do Departamento de Saúde Pública de São Francisco, disse que a nova estratégia do McDonald’s não quer dizer que o decreto foi um fracasso.

"Esta é uma nova área de regulação em saúde pública", disse Bhatia. "Estamos aprendendo como a indústria responde e fazendo o que é necessário para melhorar a regulamentação."

Harold Goldstein, diretor executivo do Centro para Advocacia da Saúde Pública na Califórnia, disse que a medida permitiu que o McDonald's "rejeitasse o decreto de saúde" e "continuasse a seduzir as crianças para que comam 'porcarias'". "Na batalha sobre a saúde das crianças, considero esta uma vitória da obesidade e da diabetes”, afirmou.

Eric Mar, o membro do Conselho de Supervisores de São Francisco que patrocinou o decreto, disse que o foco da mídia nos brinquedos ignora as mudanças que os restaurantes fast food têm feito para melhorar a qualidade nutricional de seus cardápios.

Ele reconheceu que a medida tomada pelo McDonald's para que continue a vender os brinquedos " é uma maneira para que continuem fazendo o que eles sempre fizeram”.

Por Stephanie Strom

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