Em novembro, consumidores aumentam corte nos gastos

Novembro foi mais um mês brutal para os comerciantes dos EUA, de acordo com novos números que mostraram um declínio impressionante nas vendas em meio a uma ampla exposição de bens de consumo.

The New York Times |

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Os números divulgados, nesta terça-feira, 2, no relatório da SpendingPulse em parceria com a MasterCard Advisors, mostraram que as vendas de eletrônicos e ferramentas caíram 25,2% em novembro, em comparação ao mesmo mês do ano passado. Bens de luxo tiveram uma queda de 24,4%, e especialmente no varejo, que inclui roupas e lojas de departamento, a queda foi de 20,2%.

Todos esses dados tiveram pontos percentuais piores do que os de os números mostrados em outubro. Apesar de o relatório não ser a última palavra no desempenho dos comerciantes no último mês, ele aponta que as linhas de consumidores que caçam barganhas se concentraram na Black Friday (o dia seguinte ao Dia de Ação de Graças em que as lojas entram em liquidação nos EUA) não planejou economizar nas compras em novembro. A palavra definitiva virá na próxima quinta-feira, 4, quando os próprios comerciantes irão divulgar os números de vendas do mês.

Declínio

A Standard & Poor´s Equity Research Services prevê um declínio de 11,3% nas vendas nos seus indicadores de 14 lojas de varejo de roupas e uma queda de 3,6% em uma medida mais ampla de 25 varejistas. John D. Morris, analista da Wachovia, disse em um relato nesta semana que a maioria dos comerciantes estava pessimista em relação às vendas de novembro nas discussões sobre seus ganhos desse mês.

O relatório da MasterCard Advisors faz uma estimativa das vendas, usando alguns dados e e programas de computador para estimar os gastos com outras formas de pagamentos. Quando os varejistas divulgarem seus próprios números, todos os sinais indicam que serão confirmadas as más notícias.

Analistas disseram que novembro teve um início difícil porque os consumidores estavam preocupados com as eleições presidenciais. A terceira semana do mês também foi complicada, disse Michael McNamara, vice-presidente da SpendingPulse, porque os consumidores evitaram as lojas, esperando para fazer compras na Black Friday.

Black Friday

E eles fizeram compras. Relatórios conflitantes de vários analistas e grupos de indústrias concordam em uma coisa: as vendas se agitaram na Black Friday.

A ShopperTrak, uma empresa de pesquisa, disse que as vendas cresceram em 1,9% no sábado e no domingo. Apesar disso, a maioria dos consumidores comprou itens de preços baixos como roupas, livros e DVDs.

Hesitação

Essa tendência continuou pelo resto do mês: quanto mais alto preço, mas os consumidores hesitaram em gastar. McNamara disse que, em geral, as compras de mais de US$ 1 mil caíram mais do que 25%. As compras de itens eletrônicos com o preço maior do que US$1 mil, por exemplo, caíram de 30 a 35% em novembro em comparação com o mesmo período do ano passado.

Por meses, os consumidores chocados e apreensivos com a situação da economia economizaram e começaram a comprar em lojas com preços mais baixos. No relatório dos varejistas que sairá nesta quinta-feira, 4, é esperado que lojas como Wal-Mart, BJ´s Wholesale Club e T.J. Maxx, que costumam ter mais descontos, continuem se saindo melhor do que as outras lojas.

Mudanças

Como se não bastasse a grande competitividade enfrentada pelos varejistas, suas vendas do mês foram prejudicadas pelas mudanças do calendário. No ano passado, houve uma semana de compras pós-Black Friday em novembro. Neste ano, houve apenas três dias. A Standard & Poor´s e analistas de outras empresas de pesquisas de comparação disseram que a perda prejudicaria as vendas de novembro de 3 a 5%.

As próximas semanas irão mostrar se os varejistas conseguirão manter o momento gerado pela Black Friday. Jennifer Black, presidente da Jennifer Black & Associates, que segue o estilo varejista, disse em um relatório nesta semana que é mais provável que esse seja apenas o começo de uma redução de longo período no estilo de consumo dos Estados Unidos.

Natal

A boa notícia para as lojas é que provavelmente haverá outra explosão de compras cinco ou dez dias antes do Natal. Historicamente, este é o momento em que a maioria dos consumidores se concentra em terminar as compras de Natal.

McNamara disse que a queda do preço do combustível deve fazer os consumidores se sentirem mais aptos a dirigirem até muitas lojas, aumentando o estímulo dos comerciantes.

De acordo com Marie Driscoll, analista da S&P Equity Research Services, os cortes drásticos nos preços só ajudam os comerciantes a recorrer à criatividade".


Por STEPHANIE ROSENBLOOM

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