Em nova Câmara, republicanos buscam desfazer conquistas de Obama

Maioria na Casa, republicanos planejam votar na próxima semana para revogar reforma da saúde idealizada por presidente americano

The New York Times |

Logo após a primeira reunião do 112 º Congresso na quarta-feira, os republicanos da Câmara planejam cumprir uma promessa de campanha que ajudou muitos novos membros a conquistar a vitória: votar para revogar a reforma da saúde proposta pelo presidente Barack Obama.

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Uma das maiores promessas de Obama durante a campanha eleitoral, a reforma de saúde corre o risco de ir por água abaixo (22/12/2010)
Segundo Brad Dayspring, porta-voz do líder da bancada republicana na Câmara, Eric Cantor, o partido planeja votar o projeto de lei em 12 de janeiro, após submetê-lo a uma votação preliminar na sexta-feira. A votação busca atrair as facções do movimento conservador de direita Tea Party de sua base na Câmara e enfatizar a força do partido no poder.

Mas pode também gerar uma consequência inesperada: criar uma oportunidade para que os democratas mais uma vez defendam o seu caso em apoio à reforma da saúde perante a opinião pública americana.

Os democratas da Câmara terão a ajuda de seus aliados no Senado, que podem obstruir a revogação, e na Casa Branca, onde as autoridades esperam transformar a lei de uma fraqueza em uma conquista política, um trunfo central para a prevista busca de Obama pela reeleição.

Agenda

A saúde é apenas um item em uma agenda agressiva de republicanos ansiosos para distinguir-se rapidamente da Câmara que era dirigida por Nancy Pelosi.

Certamente por uma questão política, o debate na Câmara pode ser a primeira batalha na nova era de um governo dividido, com cada lado lutando para se apresentar como a voz dos eleitores sobre uma questão que dividiu profundamente o país. "Muitos dos novos congressistas republicanos fizeram campanha em uma plataforma que incluiu a revogação do chamado Obamacare", disse Doug Lamborn, republicano de Colorado.

O esforço de revogação é parte de uma estratégia multifacetada sistemática que os líderes republicanos na Câmara dizem que vai incluir tentar reduzir os gastos com a lei, convocando oficiais do governo Obama para testemunhar em audiências investigativas e encorajando oficiais do governo a qualificar a lei como inconstitucional nos tribunais.

De sua parte, os democratas e o governo Obama, que praticamente perderam a guerra de mensagens sobre o sistema de saúde no processo legislativo, veem a renovação do debate como uma oportunidade para mostrar que a lei será um benefício a milhões de americanos e esperam transformar o 'Obamacare' de algo pejorativo em um marco, uma das realizações mais orgulhosas do presidente.

O novo Congresso também deve de ser dominado por brigas amargas sobre os gastos e empréstimos federais, com votação prevista nos próximos meses, em leis para aumentar a dívida federal.

*Por Jennifer Steinhauer e Robert Pear, com EFE

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