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Em meio a infortúnios, México encontra maneira de ser número uno

CIDADE DO MÉXICO- Se o livro do Guinness Recordes Mundiais criasse uma categoria para o país mais obcecado em estar no livro dos recordes, o México certamente estaria na dianteira.

The New York Times |

No final de agosto, milhares de mexicanos dançaram "Thriller" de Michael Jackson, balançando as mãos pelo ar, agarrando suas virilhas e marchando como zumbis sob liderança de um clone do "Rei do Pop" de nome artístico Hector Jackson.


Mexianos em busca do recorde da dança de "Thriller" / NYT

Uma leve chuva não diminuiu o entusiasmo dos participantes, que eram de todas as idades. Muitos apareceram usando óculos de modelo aviador e luvas brancas, ou com sangue falso derramado sobre suas roupas.

Ainda que a reunião esteja sob análise dos juízes do Guinness, parece que o México claramente conseguiu reunir dançarinos de "Thriller" o suficiente para bater o recorde estabelecido em maio por 242 estudantes universitários em Virgínia.

Na verdade, o recorde antigo parecia brincadeira de criança perto dos 12.937 participantes reunidos oficialmente sob o Monumento da Revolução da Cidade do México.

"Isto faz de nós uma grande cidade onde grandes coisas acontecem", disse Alejandro Rojas Díaz, secretário de turismo da Cidade do México, responsável pela organização do evento. O evento também atraiu 30.000 espectadores, muitos dos quais também dançaram ao som da música.

Sim, os mexicanos levam seus recordes muito a sério. Dias depois do evento de "Thriller", músicos mariachis se reuniram em Guadalajara, onde sua tradicional música nasceu, para quebrar o recorde do maior número de músicos mariachis reunidos em um único lugar.

No total, 549 cornetistas, baixistas e violinistas apareceram em trajes típicos e sombreros no Festival Internacional de Mariachi, tocando os clássicos, "Cielito Lindo" e "Guadalajara".

De muitas formas, este foi um ano difícil no México, com o surto da gripe suína, a crise econômica e a contínua violência ligada aos cartéis de drogas do país. Mas foi um bom ano para os recordes, da maior almôndega do mundo ao maior festival de beijos, entre muitos outros.

O frenesi recordista do México, segundo os analistas, reflete o desejo de um status de primeira classe, e o reconhecimento de que em muitas frentes ainda não se chegou a ele.

"É uma maneira de nós não pensarmos em todas as dificuldades, os conflitos, as matanças, a crise econômica", disse a recepcionista Rocío Valdez, 25. "Sim, nós estamos mal, mas se pudermos fazer maior taco do mundo. ..."

Na verdade, o México já tem este recorde, conquistado com um taco de farinha de 750 kg feito em Mexicali em 2003.

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