Em meio a dúvidas sobre seu papel político, Clinton faz discurso sobre diplomacia

WASHINGTON - Quando a secretária de Estado Hillary Rodham Clinton subiu ao palco na quarta-feira para apresentar um ambicioso mapa do papel dos Estados Unidos no mundo, o Departamento de Estado tratou o discurso como um grande momento da política externa.

The New York Times |

Reuters
Hillary faz discurso sobre política externa
Hillary faz discurso em Washington

Mas em seu tom poderoso e sua amplitude, ele também foi um esforço em recapturar o holofote depois de um período no qual Clinton cuidou tanto de um cotovelo quebrado quanto da percepção de que o Departamento de Estado perdeu influência para uma Casa Branca assertiva.
Declarando que "nenhuma nação pode vencer os desafios do mundo sozinha", Clinton afirmou que os Estados Unidos estão em busca de diplomacia em inúmeros frontes com vários países, mesmo adversários como o Irã. Ela condenou Teerã pela repressão dos protestos após a eleição, dizendo que suas ações foram "deploráveis e inaceitáveis".

Com algumas exceções (durante as primárias da campanha presidencial, ela havia ridicularizado a ideia de contato com o Irã) o discurso soou como um dos que Clinton teria feito como candidata, quando buscou usar suas credenciais na política externa como um trunfo contra seu antigo oponente e atual chefe. Diante de uma Casa Branca que tende a centralizar o controle sobre a política, Clinton está defendendo sua posição como um membro influente, mas leal, da equipe do presidente.

Nas últimas semanas, o principal estrategista da gestão foi transferido do Departamento de Estado para o Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca; o candidato de Clinton para liderar a Agência de Desenvolvimento Internacional dos EUA está preso em um processo de veto, e ela sente que não conseguiu colocar em posição algumas de suas escolhas como embaixador, especialmente no Japão, vaga que foi para um arrecadador do presidente Barack Obama.

Seus assessores e o pessoal da Casa Branca negam qualquer sugestão de que Clinton tenha sido marginalizada. Seu relacionamento com Obama é forte, eles dizem, e ela permanece uma voz influente em todos os principais debates.

Outros especialistas em assuntos externos dizem que as dúvidas a respeito do papel de Clinton refletem uma visão irreal do trabalho da secretária de Estado.

"Muitas pessoas assumem que a secretária de Estado irá se pronunciar em todas as questões", disse Strobe Talbott, ex-vice-secretário de Estado na gestão Bill Clinton. "Mas isso seria demais, principalmente porque existem muitas questões em pauta".

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