Em espanhol, McCain critica a política de Obama para imigração

No fim de semana, o senador John McCain começou a exibir seus comerciais nas TVs espanholas do Colorado, Nevada e Novo México.

The New York Times |

Produtores: o time de mídia de McCain.

Roteiro: Uma voz masculina anuncia: Obama e seus aliados no Congresso dizem que estão do lado dos imigrantes, mas eles não estão. Os jornalistas dizem que seus esforços foram como pílulas envenenadas que levaram à falência a reforma nesse setor. Os resultados: não ao programa de trabalhadores convidados; não para uma lista para a concessão de cidadania; não para a segurança nas fronteiras. A reforma não passou. Isso é estar do nosso lado? Obama e seus aliados congressistas ¿ eles estão preparados para bloquearem a reforma no sistema de imigração, mas não estão preparados para governar.

Na tela: as imagens se alternam entre as figuras de Obama e dos democratas no Senado ¿ Harry Reid de Nevada; Patrick J. Leahy de Vermont ¿, de eleitores hispânicos e de prédios federais com flashes de legendas como De Nuestro Lado? (Do nosso lado?)

Apuração

O projeto de lei em questão, que falhou em 2007, poderia ter reformado as leis de imigração do país ao criar programas de trabalho temporário, um caminho para a cidadania americana para trabalhadores ilegais que já moram no país além de endurecer a segurança nas fronteiras.

Membros de ambas as partes assumiram a culpa por introduzir emendas que minaram o compromisso cuidadosamente desenvolvido tendo como base um projeto de lei inicial que McCain ajudou a esboçar. Antes que o destino fosse selado, o presidente Bush, que pressionava pela aprovação do projeto, direcionou muito de sua retórica contra os oponentes dos republicanos que não passaram o projeto o chamando-o de anistia. 

Obama não opoia muitas posições democratas que foram culpadas por minar o projeto. Ele introduziu um emenda com uma proposta para basear a distribuição de green card (a cidadania americana) em pontos que valorizassem a educação e o conhecimento muito mais que laços familiares.

Os votos mais importantes, entretanto, foram os de quarto republicanos que inicialmente votaram contra a emenda mas mudaram de posição na 11ª hora, disseram, para destruir a medida que previa maior segurança na fronteira. Obama enfrentou acusações políticas por se colocar ao lado dos trabalhadores em um assunto que não era favorecido pelos democratas que forjaram o frágil conceito do compromisso bipartidário.

Depois do fracasso do projeto de lei, o senador Mel Martinez, Republicano da Flórida, e o maior apoiador da medida, agradeceu Obama pela ajuda, dizendo em uma nota que aquilo significava muito para ele. E em maio de 2006, McCain cumprimentou Obama por seu comprometimento com a causa, e por trabalhar para assegurar que o projeto de lei se passasse com sucesso e intacto pelo processo legislativo.

McCain, entretanto, disse que durante as primárias republicanas no fim de janeiro que se a votação acontecesse novamente ele não apoiaria a medida porque nós sabemos a situação de hoje ¿ as pessoas querem a segurança na fronteira antes de qualquer coisa.  

Cartão vermelho: McCain foi um dos porta-vozes mais ativos pela liberalização do sistema de imigração, um fato que ele escondeu durante a temporada das primária e agora age da mesma foram com os hispânicos.  

E, qualquer eleitor que siga com atenção os debates, poderá perceber que Obama apoiava a lei e que os republicanos assumiram muito da culpa pelo fracasso dela. McCain deseja muitos eleitores hispânicos que tendem a apoiar os democratas e suas chances de vitória irão crescer consideravelmente se ele trouxer mais desses eleitores para o seu lado.

Mas o comercial pode se provar efetivo junto aos menos informados e hispânicos indecisos que procuram um motivo para votar nos republicanos esse anos. 

Por JIM RUTENBERG

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