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Em caso de terrorismo, advogados querem ver locais secretos da CIA

Advogados do ex-detento de Guantánamo, que foi mandado para o tribunal de uma corte civil pelo presidente Barack Obama, disseram ao juiz, em Manhattan, que queriam visitar os ¿locais secretos¿ dirigidos pela CIA no exterior, onde seu cliente foi mantido por cerca de dois anos após ser capturado em 2004.

The New York Times |

O advogado da defensoria, Ahmed Khalfan Ghailani, foi acusado de participar de uma conspiração que incluía bombardeios de embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia, em 1998. Os ataques organizados pela Al-Qaeda mataram 224 pessoas e feriram milhares.

Ghailani, tanzaniano que acreditava estar na casa dos 30 anos, se tornou um fugitivo após os ataques, e mais tarde trabalhou como guarda-costas e cozinheiro de Osama Bin Laden, disseram autoridades militares.

Seus advogados também afirmaram que ele perguntaria ao juiz, Lewis A. Kaplan do tribunal regional dos EUA, para pedir ao governo que preserve qualquer lugar onde seu cliente tenha sido mantido preso. Eles apontaram que a CIA teria dito que não comanda mais locais de detenção ou locais secretos, e está planejando desativá-los.

A preocupação, disseram os advogados nos documentos do tribunal preenchidos nesta semana, é que com o tempo a equipe de defesa obtenha a segurança necessária para a liberação do ato, os locais secretos já tenham sido desativados ou destruídos.

Em maio, Obama anunciou que Ghailani seria transferido da base naval da Baía de Guantánamo, em Cuba, para um sistema civil, onde ficou desde 2006. O presidente disse que seu objetivo era levar os suspeitos de terrorismo a julgamento em cortes federais, sempre que possível.

Os advogados de Ghaulani indicaram que pretendem ir a fundo para saber o que aconteceu com seu cliente durante os anos na prisão e determinar como seu tratamento pode afetar o caso federal contra ele.

Parece inegável, escreveram, que ele foi sujeitado a péssimas condições e péssimas técnicas de interrogação, enquanto preso nos locais secretos.

De acordo com eles, um assunto trata da aceitabilidade de qualquer relato que ele tenha feito.

Eles escreveram que outra razão para o pedido envolve a pena de morte. Se o governo decidir buscar essa sentença contra Ghailai, os advogados disseram que querem estar prontos para mostrar uma representação detalhada e precisa do local físico onde ele foi mantido preso e sofreu péssimos tratamentos, como facilitação de evidência contra o detento.

Tal apresentação poderia também ser usada em argumentos para o governo contra a busca pela pena capital em primeiro lugar.

Uma porta-voz do escritório da procuradoria dos EUA, em Manhattan, não teve comentários a acrescentar.

Ghailani, que legou ser inocente, deve ir a julgamento na quinta-feira. A pena de morte é um tema que deve surgir.

No mês passado, Kaplan apontou que o Departamento da Defesa decidiu não buscar pela pena de morte contra Ghailani, quando estava no sistema encarregado pelos militares. O juiz sugeriu que o Departamento de Justiça estaria apto a avisá-los, rapidamente, caso a pena de morte estivesse fora de questão.


Por BENJAMIN WEISER


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