Em busca de espaço, Sarah Palin atua em primárias republicanas

A candidata a vice em 2008 marca a eleição deste ano, mas ainda não está claro se seus apoios fazem parte de uma estratégia futura

The New York Times |

A última candidata a ganhar o prêmio republicano mais cobiçado do ano eleitoral se posicionou sobre os degraus de um gazebo e lembrou os eleitores de Lawrenceville de um novo motivo para apoiá-la na disputa pelo governo da Geórgia. "Sarah Palin está a bordo", disse a candidata, Karen Handel, a um grupo de apoiadores que se reuniram em 16 de julho na Corte de Justiça Histórica de Gwinnett. Na semana passada, Handel tornou-se pelo menos a 50ª candidata a receber o apoio de Palin.

Reuters/Brian Snyder
Sarah Palin aproveita pausa na campanha presidencial de 2008, quando concorreu à vice-presidência pelo Partido Republicano, e compra uma casquinha (foto de arquivo)
Por meio de suaves 194 palavras publicadas na página de Palin no Facebook, uma primária republicana entre quatro candidatos tomou vida, a última de uma série de disputas em todo o país que foram influenciadas por ela.

Um ano após deixar um cargo público, ao de forma desafiante renunciar ao govermo do Alasca para se tornar uma autora de um best-seller e uma celebridade televisiva, Palin tem progredido novamente na política eleitoral e pretende aumentar sua visibilidade na campanha após o Dia do Trabalho nos EUA, em setembro.

Que ela está deixando uma enorme marca nas eleições de meio de mandato deste ano não se contesta, mas menos claro é se seu apoio está enraizado em um esforço maior para ampliar sua imagem ou criar uma estratégia política para o futuro.

Quando sua organização, a SarahPAC, apresentou seu relatório financeiro trimestral na semana passada, ela levantou especulações sobre sua ambição política para 2012.

Após se separar do senador John McCain após a corrida presidencial de 2008, ela não recebeu a lista dos doadores de campanha que ajudou a atrair, portanto seus assessores estão criando sua própria lista, um ingrediente fundamental para uma futura candidatura. Mais da metade das suas contribuições vieram do Texas, Tennessee, Flórida, Califórnia e Nova York, mas ela recebeu doações de todos os 50 Estados.

Como outras figuras políticas nacionais, Palin tem apoiado candidatos durante todo o ano, uma mistura de entusiastas do movimento conservador Tea Party e republicanos estabelecidos. Mas seu endosso não chamou muita atenção até que ela ponderou sobre a disputa ao governo da Carolina do Sul, resgatando Nikki Haley do final da fila e ajudando-a a conquistar a indicação republicana no mês passado.

Suas escolhas nas disputas de governadores têm se mantido fiéis aos candidatos preferenciais da Associação dos Governadores Republicanos, incluindo o Iowa, onde começa a corrida presidencial. Os apoios fornecem poucas evidências de que ela está mais perto de uma corrida presidencial.

Sua disponibilidade para interferir em tantas disputas primárias e agravar os partidários dos candidatos que ignora é uma forma arriscada de obter apoio. Em conversas com os republicanos nos últimos meses, incluindo em um comício que Palin realizou com McCain no Arizona, na Conferência da Liderança Republicana no Sul, em Nova Orleans, e em eventos de campanha na Geórgia, os eleitores lhe dão altas notas. Mas quando questionados se acreditam que ela deve concorrer à presidência, poucos dizem que sim.

*Por Jeff Zeleny

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