Após 20 anos plantando em meu jardim na região ensolarada de Palo Alto, Califórnia, no ano passado me mudei para São Francisco, onde o verão frio e enevoado é menos hospitaleiro para os tomates amantes do calor. Aqui, no fim de julho, minhas plantas de tomate estão dando apenas algumas poucas frutas verdes.

Mas ela tem muita folhagem. As folhas podem não ter o mesmo gosto do tomate maduro, mas têm gosto de tomate. O que me fez pensar, por que não cozinhar as folhas de tomate?

Porque são tóxicas! É o que a maioria das pessoas diz quando menciono minha ideia. Mas o fato é que há poucas evidências dessa crença comum. Então resolvi diversificar com o molho de macarrão temperado com folhas de Paul Bertolli, um antigo favorito. Eu acho que as folhas de tomate devem ser adicionadas a nossa lista de plantão da cozinha de temperos.

Há razões para tomar cuidado com a planta do tomate. Ela pertence à família de má reputação da Solanaceae, cujos membros acumulam alcalóides tóxicos. Séculos após os espanhóis levarem pela primeira vez o tomate do México para a Europa, tanto a fruta como a planta eram consideradas perigosas. Hoje em dia a fruta é a estrela do verão, mas o resto da planta ainda é suspeito.

Infelizmente, não há uma lista confiável de consulta de plantas venenosas com avisos definitivos sobre comestibilidade. A FDA (órgão regulador de alimentos e drogas tem um arquivo de plantas venenosas online, mas com a alegação de que não é uma informação oficial, porque seu conteúdo não é confirmado e muda constantemente. Por isso, materiais sem validade e errados persistem. A qualidade de ser tóxico é inexata, porque depende da dosagem e outras variáveis.

Muitos livros de plantas venenosas mencionam que a planta do tomate já matou animais e adoeceu pessoas. De acordo com o livro Poisoning and Drug Overdose do Sistema de Controle de Envenenamento da Califórnia, editado por Kent R. Olson (McGraw-Hill, 2006), a toxina do tomate é a solanina, um dos dois alcalóides mata animais e causa náusea, alucinações e morte em humanos. 

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