Efeitos de parasitas são passados aos seus descendentes

A relação parasita-hospedeiro é geralmente um caso entre dois seres. Mas infecções por parasitas podem ter repercussões que vão além de hospedeiros individuais, afetando a população como um todo.

The New York Times |

Um caso em especial é descrito por pesquisadores da Inglaterra, que estudaram os efeitos de parasitas intestinais em um pássaro do mar, o corvo marinho europeu. Mais precisamente, eles estudaram como as infecções de parasitas em corvos marinhos adultos afetam suas descendências. Em artigo publicado online no jornal Science, eles reportam que filhotes machos sofrem os efeitos.

Thomas E. Reed e colegas da universidade de Edimburgo trabalharam na Ilha May no Mar do Norte com uma população de corvos marinhos que possuem vermes parasitas. Os pesquisadores trataram alguns adultos com ovos dando um vermicida logo antes de seus filhotes saírem dos ovos, e deixaram outros adultos sem tratamento.

Foi descoberto que, com adultos sem parasitas, a sobrevivência dos pintos machos aumentou em comparação com os adultos infectados, enquanto a sobrevivência de filhotes fêmeas permaneceu inalterada.

Por que a infecção de parasitas afetaria os filhotes machos mais que as fêmeas? O monitoramento da atividade adulta mostrou que mães infectadas (que trabalhavam mais que os pais) gastavam menos tempo buscando alimento do que as mães saudáveis tratadas. Pintos machos são maiores e precisam de mais comida, então sofriam mais com a queda de alimento do que as fêmeas.

Como as infecções por parasitas tendem a aumentar mais tarde na estação de criação (porque criadores tardios também tendem a ser menos saudáveis), os pesquisadores sugerem que o efeito em pintos machos pode aumentar à medida que a estação progride, com conseqüências para a população de corvos marinhos como um todo.

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