Editorial - Voto eletrônico gera debate sobre fraude eleitoral

O voto eletrônico é notoriamente passível de problemas técnicos e fraude. Até agora, muitos Estados aprovaram boas leis que exigem registros em papel de cada voto computado (uma importante medida de segurança). Mas isso não é suficiente. Os Estados também precisam de leis de auditoria fortes que garantam que o total das máquinas seja corretamente comparado com os registros em papel. Essa é a única forma dos eleitores poderem confiar no voto eletrônico.

The New York Times |

Cientistas da computação mostraram que é fácil alterar urnas eletrônicas de formas quase imperceptíveis. Além disso, as urnas também cometem erros por si mesmas. Nesse mês, os supervisor de uma eleição para o conselho municipal de um condado de Palm Beach, Flórida, se desculpou depois que as máquinas esqueceram de computar 14% dos votos da cidade.

A resposta está em arquivos de papel verificáveis pelos eleitores: registros de cada voto para que os eleitores possam verificar para garantir que sua posição foi registrada de forma correta. Quando esses registros em papel são criados, urnas defeituosas ou desonestas podem ser detectadas por uma auditoria cuidadosa que compara os votos.

Infelizmente, os Estados não exigem tal auditoria. Um estudo de 2007 de co-autoria do Centro Brennan pela Justiça da Escola de Direito da Universidade de Nova York descobriu que a maioria dos 38 Estados com arquivos em papel não solicitam auditorias depois das eleições e, quando o fazem, realizam procedimentos inadequados.

A Flórida tem leis particularmente falhas em relação à auditoria (um problema sério dada sua história recente). Os condados só precisam exigir auditorias em um colégio eleitoral selecionado a esmo. Ter uma lei de auditoria que não exige a verificação dos votos para presidente é algo ridículo.

A lei da Flórida também pede que as auditorias sejam conduzidas apenas depois que uma eleição seja certificada. Isso significa que mesmo que a auditoria mostre sérios problemas, será difícil mudar o resultado de uma eleição.

Escolher a Flórida é fácil (e o Estado merece a crítica), mas o problema é nacional. Todos os Estados devem exigir auditorias em todas as disputas antes que os resultados eleitorais sejam certificados. Eles devem exigir que uma percentagem suficientemente grande das urnas seja verificada e estatisticamente representativa. Os Estados também precisam de regras para o que irão fazer (investigar e, se necessário, ignorar resultados falhos) quando um erro significativo for detectado.

Os defensores de uma eleição honesta ganharam uma importante batalha quando a maioria dos Estados colocou os arquivos em papel em prática. Mas esses arquivos terão pouco valor a menos que sejam usados para auditorias que sejam capazes de detectar erros e fraudes (e garantir que o candidato com mais votos ganhe).

Leia mais sobre: urna eletrônica

    Leia tudo sobre: flóridathe new york timesurna eletrêonica

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG