Editorial - Uma proposta forte para o sistema de saúde

Enquanto o Senado continua a ter dificuldades a respeito de sua postura em relação à reforma do sistema de saúde, líderes democratas da Câmara revelaram um projeto que resolveria grande parte dos problemas de assistência médica do país sem aumentar o déficit. No entanto, o projeto já atrai imensa oposição de grupos executivos e muitos republicanos. Mas esta é uma lei pela qual vale a pena lutar.

The New York Times |

O projeto exigiria que todos americanos tenham assistência médica ou paguem uma multa. E exigiria que todas as empresas oferecessem assistência a seus funcionários ou pagassem parte substancial de sua mensalidade. Além disso, ampliaria o Medicaid para que cubra mais pessoas pobres e criaria novas formas para que milhões de americanos classe média consigam comprar assistência com a ajuda de subsídios governamentais. O resultado seria uma cobertura quase universal a um custo surpreendentemente gerenciável para o governo federal.

O não partidário Gabinete de Orçamento do Congresso estima que 2015, 97% de todos os moradores, excluindo imigrantes ilegais, teriam planos de saúde. O preço desta cobertura quase universal foi previsto em US$ 1 trilhão ao longo de 10 anos (a menor estimativa das últimas semanas).

A lei pagaria pela metade dos custos reduzindo os gastos com o Medicare, uma reunião de todos os planos de reforma. Ele pagaria pela outra metade arrecadando cerca de US$ 544 bilhões na próxima década com a sobretaxa graduadada sobre a renda dos americanos mais ricos: famílias cuja renda excede US$ 350 mil e indivíduos que ganham mais de US$ 280 mil.

Previsivelmente, a ideia de arrecadar impostos desta forma alarmou os críticos, que dizem ser injusto que uma pequena parcela da população tenha que pagar pelos custos.

Os ricos se beneficiaram muito da era sem impostos de Bush e suas rendas aumentaram desproporcionalmente nos últimos anos. Parece certo que eles devam contribuir mais para um esforço vital aos americanos oprimidos e para a saúde da economia a longo prazo.

A lei também inclui algumas ideias razoáveis para o desaceleramento inexorável dos custos da assistência médica. Tais economias são essenciais para a saúde econômica do país. Ela ajusta o reembolso do Medicare para encorajar os fornecedores de saúde para que melhorem sua produtividade, reduzam os custos de reinternações e gastem mais tempo na assistência essencial que pode diminuir a necessidade de custosos especialistas. Ela expande a prevenção e as atividades de bem-estar.

Além disso, estabelece um centro de comparação sobre o efeito de inúmeros remédios, aparelhos e procedimentos. Infelizmente, ela proíbe o governo de exigir que assistências públicas ou particulares estabeleçam políticas de reembolso com base nessas descobertas. Esta medida pode não causar grandes economias rapidamente mas irá diminuir os custos nos próximos anos.

O projeto de lei zomba da alegação dos republicanos de que os democratas estão tentando aprovar a tomada da medicina pelo governo a altos custos.

Este projeto claramente não é muito custoso. Ele ampliaria o papel do governo em financiar e regular a cobertura mas também impulsionaria a cobertura particular. Ele aumentaria a cobertura financiada pelos empregadores, geralmente ao exigir que seus funcionários participem. E enviaria mais clientes ao setor privado. O Gabinete de Orçamento do Congresso estima que talvez 10 milhões de pessoas possam se inscrever no novo plano público, enquanto o dobro buscará a concorrência particular.

O comitê de saúde do Senado aprovou um projeto que em muitas formas é paralelo ao da Câmara. O Comitê Financeiro do Senado, esperando convencer republicanos e democratas conservadores está repelindo o plano público e arrecadando impostos dos mais ricos. Se pode haver um acordo, vale a pena debatê-lo. Mas a Câmara determinou um padrão claro para a reforma do sistema de saúde: ela deve cobrir todos os americanos sem aumentar o déficit.

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