Editorial: Um começo de US$ 80 bilhões

Dentro do pacote de estímulo econômico estão cerca de US$ 80 bilhões em gastos, garantias de empréstimos e incentivos fiscais destinados a promover a eficiência energética, fontes de energia renováveis, carros com melhor aproveitamento por quilômetro e carvão que seja realmente limpo. Como uma medida única, estes investimentos representariam o maior projeto energético da história.

The New York Times |

Ainda que ambiciosa, esta medida não deve ser confundida com um projeto contra o aquecimento global. Lidar com a mudança climática irá exigir uma estratégia muito mais ampla, e investimentos federais maiores em tecnologias de energia limpa e um esforço em colocar preço sobre as emissões de gases causadores do efeito estufa para conseguir investimentos privados em grande escala. Mas este é um começo útil, que pode ajudar a reduzir a dependência nacional do petróleo estrangeiro.

Oitenta bilhões de dólares é muito dinheiro e as agências federais que controlam seu uso devem oferecer uma regulamentação forte e estruturada para garantir que seja gasto com sabedoria. Dinheiro investido em instalações elétricas modernas, por exemplo, será mal utilizado se for usado apenas na construção de torres de transmissão que extrairão energia de antigas usinas de carvão. Será bem gasto se ajudar a transportar energia limpa, como solar ou eólica, de, digamos, Texas, a cidades distantes que precisam dela.

Esta é apenas uma das muitas provisões que precisam ser acompanhadas de perto conforme o dinheiro flui para as cidades, Estados e negócios.

O pacote inclui outras provisões possivelmente úteis relacionadas à energia: US$2 bilhões em empréstimos e concessões para pesquisas sobre baterias mais modernas para carros, um aumento de dez vezes em relação ao programa atual; e US$3.4 bilhões para o desenvolvimento de usinas de carvão que possam capturar e guardar os gases causadores do efeito estufa, um aumento similar.

Muito mais será preciso para lidarmos com o aquecimento global ou a dependência do petróleo estrangeiro e o presidente Obama prometeu muito mais em sua campanha. Mas o pacote de estímulo é um bom começo.

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