Editorial: Transporte coletivo será desafio para gestão Obama

Ao contrário do presidente Bush, Barack Obama irá tomar posse com claro conhecimento dos problemas urgentes da mudança climática e da crescente dependência americana do petróleo estrangeiro (e comprometido a lidar com ambos).

The New York Times |

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Uma forma de fazer isso será dar aos transportes de massa (trens, ônibus, metrôs, bondes) a prioridade que merecem e o total apoio financeiro e tecnológico que precisam e há muito lhes são negados.

O transporte de massa sempre foi secundário ao automóvel, por isso Obama precisará de fortes aliados. Ray LaHood, a escolha do presidente eleito como secretário dos transportes, deve ser não apenas um aliado mas um campeão no que se refere aos transportes coletivos. LaHood é um republicano ex-membro do Congresso da região rural de Illinois, na qual fazendeiros produzem etanol e a maioria das pessoas dirige. Seu currículo no que se refere aos transportes é curto e ele pode precisar de ajuda em sua nova empreitada.

Outro importante aliado deve ser (e certamente será) James Oberstar, democrata de Minnesota que preside o Comitê de Transporte e Infraestrutura da Câmara.

Durante anos, o dinheiro da divisão de transporte em Washington favoreceu carros e caminhões (mais de 80% dos valores destinados a locomoção foram usados para a construção de estradas e pontes e menos de 20% para ferrovias ou outros transportes de massa).

Oberstar lidera a iniciativa de mudança desta fórmula e de uma divisão do mais equilibrada do dinheiro. Isso não será fácil. Os automóveis ainda farão parte de nossas vidas por muito tempo e antigos hábitos de investimentos também. Mas como parte de um pacote de estimulo para o transporte, Oberstar propõe US$30 bilhões para estradas e pontes e US$12 bilhões para o transporte público. Esta certamente seria uma mistura mais saudável.

A nova gestão pode melhorar ainda mais os transportes coletivos engavetando o injusto "index de custo-eficiência" colocado em prática por Bush há alguns anos para os novos projetos de trânsito. O efeito final deste index facilita a construção de estradas e torna quase impossível o investimento em ônibus, bondes, trens (ou qualquer projeto de transporte coletivo). 

Para as determinações de Obama para o trânsito e para LaHood, o próximo grande desafio será um projeto de lei que o Congresso deve aprovar até setembro. LaHood é muito elogiado por suas habilidades de gerenciamento e de trabalho em grupo. Estas habilidades serão necessárias se ele e o Congresso querem encontrar e custear a forma mais eficiente para que os americanos se locomovam.

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