Editorial: Sistema de saúde deve cortar gastos com reinternações

Cerca de um quinto de todos os pacientes do Medicare que recebem alta voltam ao hospital em menos de 30 dias, o restante retorna em até 90 dias. A redução deste índice significaria a economia de bilhões de dólares para o sistema de saúde americano. Além disso, muitos pacientes certamente se beneficiariam de um cuidado melhor.

The New York Times |

Altas taxas de reospitalização são parcialmente culpa dos hospitais. O problema fundamental é a natureza fragmentada do sistema de saúde americano, no qual os provedores de serviços médicos não se comunicam entre si, os pacientes não recebem atenção e ninguém parece responsável pelo seu bem-estar.

Uma nova análise de três pesquisadores, publicada no jornal de medicina The New England, estima que reinternações não planejadas custaram US$ 17,4 bilhões ao Medicare no ano fiscal de 2004, o que representa uma grande parcela dos US$ 102,6 bilhões pagos pelo serviço aos hospitais naquele ano. 

A maioria dos pacientes foram reinternados por problemas diferentes daqueles que os levaram ao hospital inicialmente. Pacientes cirúrgicos, por exemplo, foram readmitidos com pneumonia, problemas cardíacos ou infecções bacterianas. Algumas destas reinternações podem ser difíceis de evitar, como as de idosos ou pessoas gravemente doentes. Mas elas poderiam ser evitadas na maioria dos pacientes com um melhor planejamento e coordenação.

A descoberta mais assustadora é que metade dos pacientes não cirúrgicos readmitidos dentro de 30 dias não passaram por consultas médicas depois que tiveram alta. Aparentemente, eles foram deixados de lado, talvez com um instruções mal compreendidas sobre como cuidar de si mesmos.

As soluções propostas incluem um melhor planejamento da alta pelos hospitais, mais eficiência na educação dos pacientes e melhor cooperação entre hospitais e médicos para garantir cuidados após a internação.

A gestão Obama, como parte de sua ambiciosa reforma no sistema de saúde, propôs que o Medicare use incentivos e penalidades para encorajar hospitais e médicos a cooperar na fiscalização dos cuidados pós-internação. A gestão estima que a postura irá economizar US$26 bilhões em 10 anos. A ideia é boa e também irá melhorar a vida de pacientes.

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